Governo pretende instalar 20 mil leitos no País

O número foi apresentado em reuniões; governo estuda a possibilidade de comprar produtos utilizados pela China

Em recentes reuniões, o Ministério da Saúde apresentou a ideia de instalar até 20 mil novos leitos para os infectados; "Vamos lutar e vamos fazer, máscara também", disse Mandetta

Em recentes reuniões, o Ministério da Saúde apresentou a ideia de instalar até 20 mil novos leitos para os infectados; "Vamos lutar e vamos fazer, máscara também", disse Mandetta | /Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O Brasil está registrando diversos casos do novo coronavírus, com isso, o governo brasileiro tem discutido e criado cenários para enfrentar a doença. Em recentes reuniões, o Ministério da Saúde apresentou a ideia de instalar até 20 mil novos leitos para os infectados.

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Contudo, o governo só contratou equipamentos suficientes para 2 mil leitos. Os estados estão tentando encontrar soluções por conta própria.

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Nesta sexta-feira (20), o Ministério da Saúde divulgou uma portaria para custear 2.540 leitos, contando com os leitos previstos pelo governo e os que já estão instalados pelos governadores.

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Para montar um leito de UTI é preciso de uma cama, monitor para medir os sinais vitais (multiparamétrico), bomba de infusão, oxímetro de pulso e respirador e outros produtos básicos. Para alcançar o previsto, o governo planeja utilizar hospitais de campanha e solicitar alguns espaços de rede privada.

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O Brasil possui, ao todo, 55.1 mil leitos e 65.411 respiradores, contando as redes públicas e privada.

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Com apenas quatro fábricas de respiradores no País, a montagem dos leitos será um desafio, já que a produção fora do Brasil está com inúmeras encomendas de países mais ricos e antes atingidos pela Covid-19. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está trabalhando na flexibilização de regras para importação de produtos, já que o governo estuda opções de compra de produtos fabricados e utilizados na China.

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O governo também prevê a ideia de reservar a produção de empresas estrangeiras para a demanda brasileira. Entretanto, a indústria cobra o Brasil para a apresentação da proposta ao mercado, pois a demanda é muito grande e o País corre risco de não conseguir produtos.

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O ministro da Saúde quer estimular a produção brasileira. “Vamos lutar e vamos fazer, máscara também. Não tem essa de material da China, vamos ver qual material pode fazer, se precisar, não tem problema, se não tiver descartável vamos de pano”, declarou Luiz Henrique Mandetta.

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A Pasta informou para o jornal “Estado de S. Paulo”, que “conforme a necessidade do enfrentamento poderão ser adotadas medidas, como a realização de giro de leitos e reorganização de cirurgias que não são emergenciais, além de novas locações de leitos emergenciais”.

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Planos de saúde.

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Na quinta-feira, o ministro da Saúde anunciou que a liberação de R$ 10 bilhões aos planos de saúde será facilitada. 

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O governo deseja garantir que os planos de saúde consigam usar 20% do fundo garantidor da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A medida prevê não sobrecarregar o sistema público de saúde.

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“A Agência Nacional de Saúde faz com que os planos de saúde depositem um recurso, um dinheiro, que é a garantia, para, caso deixem de funcionar, paguem as pessoas. Esse fundo garantidor, desde 2012, 2013, 20% dele pode ser utilizado para a construção de hospitais, compra de equipamentos. E o setor vinha usando pouco esse recurso. A burocracia era muito difícil. Praticamente não mexeram com isso. O valor total somado, o fundo chega a R$ 53 bilhões depositados no banco para situações como essa”, afirmou Mandetta.