O Parque do Moinho, previsto para ocupar a área da antiga Favela do Moinho, no centro de São Paulo, terá quadras esportivas, pista de skate, espaços culturais e educativos e áreas para caminhadas e circulação de ciclistas.
O governo estadual publicou o edital para contratar a empresa responsável pela implantação do espaço, com investimento estimado em R$ 41,3 milhões. A iniciativa de requalificação já estava em análise desde 2024.
O projeto ocupará uma área de pouco mais de 61 mil metros quadrados, nos Campos Elíseos, sob o Viaduto Engenheiro Orlando Murgel e entre as linhas 7-Rubi e 8-Diamante do sistema ferroviário metropolitano. Segundo o governo, o parque será destinado ao lazer e à convivência social e integrará o plano de requalificação da região central da capital paulista.
A Favela do Moinho era a última comunidade de grande porte no centro de São Paulo. Em setembro desse ano, das cerca de 850 famílias que viviam no local, mais de 600 já estão em imóveis definitivos.
Quando começam as obras do Parque do Moinho?
As propostas das empresas interessadas devem ser entregues até 19 de novembro. A previsão do governo é iniciar as obras no começo de 2027 e concluir a implantação em meados de 2028. Após a assinatura do contrato, a execução deverá durar 18 meses.
As imagens divulgadas pelo governo de São Paulo mostram a proposta para o novo espaço, que reúne equipamentos esportivos, áreas de caminhada, pista de skate e ambientes destinados a atividades culturais e educativas.
O projeto também prevê a possibilidade de implantação de uma nova estação ferroviária em um terreno vizinho. A iniciativa faz parte de um conjunto de intervenções voltadas à transformação urbana do centro, que inclui a transferência do centro administrativo do governo estadual para a região.
O que aconteceu com a Favela do Moinho?
A última demolição de uma residência na Favela do Moinho ocorreu em 15 de setembro de 2026, marcando o fim da desocupação da comunidade. O terreno era ocupado por quase mil famílias e ficou com entulho após a retirada das moradias.
O processo de remoção começou em abril de 2025 e foi acompanhado por protestos e divergências entre os governos estadual e federal sobre o financiamento e a condução do reassentamento. Em julho de 2026, a União transferiu a área ao governo paulista para a implantação do parque.
Em julho do mesmo ano, o governo do estado de São Paulo indenizou 44 comércios que atuavam no local. Sessenta e seis por cento dos comerciantes da região assinaram o termo para receber a compensação por suas perdas. Ao todo, havia 66 comércios na comunidade.
As famílias receberam alternativas de moradia, com possibilidade de escolher imóveis novos ou usados. O programa acordado pelos governos prevê unidades de até R$ 250 mil, com subsídios federais e estaduais para a compra dos imóveis, conforme os critérios estabelecidos.
A área da antiga comunidade também faz parte do plano de requalificação dos Campos Elíseos, que inclui a construção da nova sede administrativa do governo de São Paulo.







