Manifestação de estudantes contra Tarcísio termina em confusão e agressões na Faria Lima

Grupo contrário ao protesto abordou os estudantes durante a marcha

Discussão rapidamente se intensificou e terminou em empurrões e agressões físicas no meio da via

Discussão rapidamente se intensificou e terminou em empurrões e agressões físicas no meio da via | Bruno Santos/Folhapress

A manifestação organizada por estudantes, professores e trabalhadores das universidades estaduais paulistas terminou em confusão na tarde desta quarta-feira (20/5), na avenida Brigadeiro Faria Lima, zona oeste de São Paulo. O protesto contra o governador Tarcísio de Freitas registrou troca de ameaças, empurrões e agressões entre manifestantes e pessoas contrárias ao ato.

Segundo relatos de pessoas que acompanhavam a manifestação, um grupo contrário ao protesto abordou os estudantes durante a marcha, o que provocou um clima de tensão na avenida Brigadeiro Faria Lima. A discussão rapidamente se intensificou e terminou em empurrões e agressões físicas no meio da via.

Confusão marcou ato estudantil na Faria Lima

Testemunhas afirmam que houve provocações e troca de ofensas antes do início da briga. O tumulto aconteceu enquanto os manifestantes caminhavam pela avenida, gerando correria e tensão entre os participantes do ato.

A confusão aconteceu enquanto a marcha seguia pela avenida Brigadeiro Faria Lima, causando lentidão em vias importantes da região, como avenida Rebouças, Marginal Pinheiros e ruas de acesso ao Itaim Bibi e Pinheiros. 

Apesar do tumulto, a manifestação continuou após o episódio.

Manifestação reúne universidades contra políticas do governo Tarcísio

O protesto reúne estudantes, docentes e funcionários da USP, Unicamp e Unesp em um ato unificado contra medidas do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos). A mobilização começou no início da tarde no Largo da Batata e integra a greve universitária organizada pelo Fórum das Seis.

Entre as principais reivindicações do movimento estão o aumento do orçamento das universidades públicas, ampliação das políticas de permanência estudantil, como bolsas, moradia e alimentação, além da crítica ao sucateamento do ensino público e aos projetos de privatização de serviços considerados essenciais.

Entidades como CUT, CTB e CSP-Conlutas também declararam apoio ao ato, aumentando a expectativa de grande participação nas ruas da Capital.