Memória: de Vila dos Farrapos à Vila Madalena

Tempos mais calmos e menos badalados: foto da Rua Wisard, na Vila Madalena, vista da esquina da Rua Fidalga, por volta de 1955

Tempos mais calmos e menos badalados: foto da Rua Wisard, na Vila Madalena, vista da esquina da Rua Fidalga, por volta de 1955 | /Acervo do Portal/PMSP

Um dos bairros mais boêmios da capital paulista, a Vila Madalena nem sempre foi sinônimo de diversão e arte. Sem uma definição exata de quando foi fundada ou da origem de seu nome, a história da Vila tem seus primeiros registros no século 16, quando era conhecida por Vila dos Farrapos. Naquela época, o bairro era habitado majoritariamente por indígenas, que haviam deixado o centro da cidade após a chegada dos jesuítas, em 1554.

O nome Vila dos Farrapos perdurou por muito tempo. Somente no início do século 20 que outro nome para o bairro ganhou destaque: Sítio do Rio Verde, em alusão ao Córrego do Rio Verde, que nascia próximo à rua Oscar Freire e desaguava no Rio Pinheiros, cortando a região.

“Risca-faca”.

Ainda no início do século passado, quando as ruas do bairro eram de terra, sem iluminação, e de difícil acesso, um grande número de trabalhadores, como padeiros, açougueiros, pedreiros, passaram a ser atraídos para a região. Isso se deu devido à chegada dos bondes, trazidos pelas empresas Light e City.

No fim dos anos 1920 e começo da década de 1930, a prefeitura realizou um loteamento, o que atraiu portugueses. O crescimento acelerado e sem planejamento, contudo, cobrou o seu preço e a região ganhou um grande número de botecos, a fama de barra pesada e o apelido de “risca-faca”.

Mudança total.

Em 1951, um marco importante para a história do bairro acontece: a construção da igreja Santa Maria Madalena e São Miguel Arcanjo pelo padre Olavo Pezzotti, o que impulsionou o crescimento do bairro.

Porém, foi somente nos anos de 1970, que a Vila Madalena atual começou a ganhar seus primeiros contornos, com a chegada dos estudantes universitários que passaram a alugar casas e formar repúblicas na região. A consequência disso se deu na década seguinte, quando muitos bares começaram a abrir as portas atrás dos clientes universitários.

Na década de 1990, o potencial do bairro começou a atrair as grandes incorporadoras, que passaram a construir prédios de luxo na região. Os bares também perderam o ar de “pé sujo’ e passaram a estabelecimentos modernos, voltado para os jovens da classe média e alta de São Paulo.

Atrações.

Hoje, o bairro da Vila Madalena é conhecido por sua noite agitada, mas também por reunir um grande número de galerias de arte e lojas descoladas.

Outra atração do bairro é a escola de samba Pérola Negra, fundada em 1973 com a fusão do GRES Acadêmicos de Vila Madalena e o Bloco Boca das Bruxas, a escola já foi campeã do Carnaval paulista em algumas oportunidades, porém após ficar em 14º lugar no Carnaval de 2020, em 2022, ela desfila no grupo de acesso. (Gladys Magalhães)

Memória: de Vila dos Farrapos à Vila Madalena

Um dos bairros mais boêmios da Capital, a Vila Madalena já foi formada por ruas de terra, sem iluminação e já recebeu o nome de Vila dos Farrapos

Vista do bairro Vila Madalena, em São Paulo

Vista do bairro Vila Madalena, em São Paulo | Rubens Chaves/Folhapress

Um dos bairros mais boêmios da capital paulista, a Vila Madalena nem sempre foi sinônimo de diversão e arte. Sem uma definição exata de quando foi fundada ou da origem de seu nome, a história da Vila tem seus primeiros registros no século 16, quando era conhecida por Vila dos Farrapos. Naquela época, o bairro era habitado majoritariamente por indígenas, que haviam deixado o centro da cidade após a chegada dos jesuítas, em 1554.

O nome Vila dos Farrapos perdurou por muito tempo. Somente no início do século 20 que outro nome para o bairro ganhou destaque: Sítio do Rio Verde, em alusão ao Córrego do Rio Verde, que nascia próximo à rua Oscar Freire e desaguava no Rio Pinheiros, cortando a região.

“Risca-faca”
Ainda no início do século passado, quando as ruas do bairro eram de terra, sem iluminação, e de difícil acesso, um grande número de trabalhadores, como padeiros, açougueiros, pedreiros, entre outros, passaram a ser atraídos para a região. Isso se deu devido à chegada dos bondes, trazidos pelas empresas Light e City, que perceberam uma migração dos trabalhadores do centro para regiões mais distantes da cidade.

Por volta do final dos anos 1920 e começo da década de 1930, a prefeitura realizou um loteamento de terra, o que atraiu muitos portugueses. O crescimento acelerado e sem planejamento, contudo, cobrou o seu preço e a região ganhou um grande número de botecos, a fama de barra pesada e o apelido de “Risca-faca”.

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Mudança total
Nos anos de 1950, mais precisamente, em 1951, um marco importante para a história do bairro acontece: a construção da igreja Santa Maria Madalena e São Miguel Arcanjo pelo padre Olavo Pezzotti, o que impulsionou o crescimento do bairro.

Porém, foi somente nos anos de 1970, que a Vila Madalena atual começou a ganhar seus primeiros contornos, com a chegada dos estudantes universitários que passaram a alugar casas e formar repúblicas na região. A consequência disso se deu na década seguinte, quando muitos bares começaram a abrir as portas atrás dos clientes universitários.

Na década de 1990, o potencial do bairro começou a atrair as grandes incorporadoras, que passaram a construir prédios de luxo na região. Os bares também perderam o ar de “pé sujo’ e passaram a estabelecimentos modernos, voltado para os jovens da classe média e alta de São Paulo.

Atrações
Hoje, o bairro da Vila Madalena é conhecido por sua noite agitada, mas também por reunir um grande número de galerias de arte e lojas descoladas.

Outra atração do bairro é a escola de samba Pérola Negra, fundada em 1973 com a fusão do GRES Acadêmicos de Vila Madalena e o Bloco Boca das Bruxas, a escola já foi campeã do Carnaval paulista em algumas oportunidades, porém após ficar em 14º lugar no Carnaval de 2020, em 2022, ela desfila no grupo de acesso. Vale lembrar que em 2021 não houve desfiles por conta da pandemia de Covid-19.