Creatina: Novo estudo analisa os impactos positivos do uso do suplemento no combate aos efeitos da privação de sono no organismo; entenda os detalhes

Estudo publicado pela Scientific Reports encontrou evidências de melhorias no uso e consumo da suplementação

Creatina tem efeito contra a privação do sono/ Magnific

A creatina é conhecida como um dos principais suplementos indicados na rotina, sendo também, assim, um dos mais populares.

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A praticidade de levar a creatina em pó para onde for facilita o hábito e a ingestão. No entanto, o uso vem sendo cada vez mais estudado, com a busca da ciência em entender quais os benefícios adicionais para além do crescimento dos músculos.

Em novo estudo, publicado pela revista científica Scientific Reports, mostrou que uma única dose elevada de creatina melhora de forma temporária o desempenho cognitivo prejudicado pela fadiga mental da privação de sono.

O experimento contou com a participação de 15 voluntários saudáveis, que precisaram se manter acordados durante uma noite inteira (completando cerca de 21 horas seguidas de privação de sono) enquanto realizavam testes cognitivos sob rigoroso monitoramento em laboratório.

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Durante o procedimento, era possível observar um efeito positivo no metabolismo cerebral e no desempenho cognitivo dos participantes após três horas de ingestão da creatina, que atingiu o seu pico quatro horas depois e teve uma duração total de nove horas.

O que o estudo revelou em detalhes:

  • Dosagem utilizada: para obter o efeito rápido, os cientistas utilizaram uma dose única e elevada de 0,35 gramas por quilo de peso corporal (o que equivale a cerca de 20 a 28 gramas para um adulto, dependendo do seu peso — valor significativamente maior do que a dose diária habitualmente recomendada para o treino, de 3 a 5 gramas).
  • Impacto nas funções cerebrais: a suplementação evitou a queda de desempenho em áreas como memória de curto prazo, velocidade de processamento de informações e raciocínio lógico e numérico, que costumam ser fortemente afetados pelo cansaço extremo.
  • Mecanismo de ação no cérebro: utilizando a técnica de espectroscopia por ressonância magnética (MRS), os pesquisadores identificaram que a creatina impediu a queda dos níveis de fosfocreatina (PCr) e ATP (as principais moedas de energia das células) no tecido cerebral e estabilizou o pH celular, combatendo o estresse metabólico provocado pela falta de sono.
  • Sensação de fadiga: além da melhora nos testes objetivos de memória e raciocínio, os participantes reportaram menor sensação de cansaço mental e fadiga no período em que a creatina estava agindo.

Os autores ressaltam que, embora os resultados sejam promissores para situações pontuais de alto estresse e privação aguda de sono (como noites de estudo, trabalho em turnos da madrugada ou plantões), mais pesquisas são necessárias para avaliar a segurança e os limites do uso de doses elevadas no dia a dia.