A futura linha 23-Limão do Metrô de São Paulo poderá transportar 1,36 milhão de passageiros por dia e terá 32,5 quilômetros de extensão operacional, segundo dados apresentados pelo Metrô durante a 32ª Semana de Tecnologia Metroferroviária.
O evento foi realizado na última semana, entre terça-feira (1º/9) e sexta-feira (4/9), na capital paulista.
O projeto prevê 27 estações no trajeto entre Osasco, na Grande São Paulo, e o Tatuapé, na zona leste da capital paulista. A apresentação também indicou conexão com 12 linhas da rede metroferroviária.
O número de passageiros coloca a linha 23 à frente, em demanda projetada, das outras duas novas linhas apresentadas no mesmo painel.
A linha 21-Vinho tem estimativa de 739 mil passageiros por dia, enquanto a linha 22-Marrom aparece com projeção de aproximadamente 677 mil.
A linha 23 ainda está em fase de planejamento e não tem data definida para início das obras.
O próprio Metrô ressalta que os estudos de engenharia, ambientais, traçado e integração ainda precisam avançar antes de uma eventual implantação.
Conexões da linha
O projeto prevê uma ligação em formato de arco, saindo da região de Osasco e atravessando a zona norte de São Paulo até chegar ao Tatuapé.
A proposta é diferente das linhas radiais tradicionais, que levam os passageiros em direção ao centro da capital.
Com a linha 23, o passageiro poderá fazer deslocamentos entre diferentes regiões da Grande São Paulo e da capital sem precisar chegar à região central para realizar uma transferência.
O conceito foi destacado durante a apresentação na Semana de Tecnologia. Segundo Luiz Antonio Cortez Ferreira, gerente de Planejamento e Meio Ambiente do Metrô, a expansão da rede passa a considerar conexões entre diferentes subcentros da metrópole.
Quais linhas poderão ter conexão com a Linha 23
O Metrô informou na apresentação que a linha 23 deverá ter 12 conexões.
Nos mapas e documentos públicos já divulgados, é possível identificar pelo menos dez linhas que poderão se integrar ao novo ramal:
- Linha 22-Marrom, na região da Cohab Raposo;
- Linha 8-Diamante, em Osasco;
- Linha 9-Esmeralda, em Osasco;
- Linha 7-Rubi, na região de Pirituba;
- Linha 6-Laranja, na região de Itaberaba;
- Linha 1-Azul, em Santana;
- Linha 19-Celeste, na região de Vila Maria/Santo Eduardo;
- Linha 3-Vermelha, no Tatuapé;
- Linha 11-Coral, no Tatuapé;
- Linha 12-Safira, também no Tatuapé.
As integrações fazem da Linha 23 um eixo transversal da rede. No Tatuapé, por exemplo, o projeto prevê conexões com três linhas: 3-Vermelha, 11-Coral e 12-Safira.
Já em Osasco, a futura linha poderá se conectar às linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda. É importante destacar que o traçado ainda é preliminar.
Os nomes e a localização das estações, assim como as integrações, podem sofrer alterações durante o desenvolvimento dos projetos de engenharia.
Linha terá 27 estações
O planejamento apresentado pelo Metrô prevê 27 estações ao longo dos 32,5 quilômetros de extensão operacional.
Entre os pontos identificados nos mapas preliminares estão regiões como Tatuapé, Parque Novo Mundo, Vila Maria, Santana, Casa Verde, Pirituba e Osasco.
Em Osasco, o projeto prevê oito estações, atravessando diferentes regiões do município antes de seguir em direção à capital.
Na capital, a linha deve atravessar principalmente a zona norte, passando por áreas como Pirituba, São Domingos, Casa Verde, Santana e Vila Maria.
Linha poderá ter 40,8 mil passageiros por hora e sentido
Além da projeção de 1,36 milhão de passageiros por dia, o Metrô estima que o trecho mais carregado da linha 23 poderá registrar 40,8 mil passageiros por hora e sentido.
O projeto também calcula aproximadamente R$ 4,8 bilhões em benefícios sociais associados à implantação do ramal.
A demanda estimada é quase o dobro da projeção das linhas 21-Vinho e 22-Marrom, que também tiveram novos dados apresentados durante a Semana de Tecnologia Metroferroviária.
