O deputado federal eleito Lucas Pavanato (PL-SP) afirmou que não aceitará uma derrota na eleição presidencial, enquanto Nikolas Ferreira (PL-MG) mencionou um possível novo pedido de impeachment para 2027. Os parlamentares publicaram as declarações nas redes sociais neste domingo (25/10), após o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidir sobre o horário de votação.
Em uma das publicações, Pavanato escreveu: “Entendam: Nessa eleição não aceitamos ‘perder’”. Já Nikolas publicou: “Ou a gente ganha. Ou a gente ganha. Tá avisado”. Em seguida, o deputado federal fez referência a um possível impeachment no próximo ano.
As manifestações ocorreram após Zanin determinar a extensão do horário de votação até as 19h, em resposta a relatos de dificuldades no deslocamento de eleitores por problemas no transporte público. A decisão provocou críticas de aliados do candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro.
O que Pavanato e Nikolas publicaram?
Além de afirmar que não aceitaria perder a eleição, Pavanato questionou a lisura do processo eleitoral e declarou que não admitiria uma possível tentativa de golpe.
O deputado também criticou a decisão do STF e levantou suspeitas sobre os motivos da prorrogação. As declarações, porém, não apresentam provas de que a medida tenha sido adotada para favorecer um dos candidatos.
Nikolas Ferreira também contestou a decisão judicial. Em outra publicação, o parlamentar escreveu: “Mais um impeachment pra ano que vem”, em referência a uma possível medida contra Zanin ou também possivelmente para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), caso reeleito.
O deputado ainda afirmou que a prorrogação poderia ajudar o candidato que estivesse em desvantagem na disputa. As manifestações ocorreram enquanto a decisão do ministro gerava questionamentos entre aliados de Flávio Bolsonaro.
As declarações foram registradas em publicações nas redes sociais e repercutiram nacionalmente.
Por que Zanin prorrogou o horário de votação?
O ministro Cristiano Zanin determinou a extensão do horário de votação após receber um pedido relacionado a dificuldades no transporte público, que poderiam impedir eleitores de chegar às seções eleitorais.
A decisão estabeleceu a prorrogação por duas horas, até as 19h, em todo o Brasil. O objetivo era permitir que eleitores prejudicados pelas dificuldades de deslocamento tivessem a oportunidade de votar.
Posteriormente, Zanin esclareceu que a medida deveria ser cumprida nos locais em que as urnas ainda não haviam sido fechadas. As seções eleitorais que já tinham encerrado a votação manteriam os votos registrados, sem reabertura das urnas.
A decisão também gerou questionamentos sobre os procedimentos de aplicação e os possíveis efeitos na apuração. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) precisou orientar o cumprimento da determinação.
A prorrogação ocorreu em meio a uma disputa presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, e Flávio Bolsonaro (PL), após considerar a gravidade dos relatos sobre as dificuldades de deslocamento dos eleitores.
Aliados de Flávio questionam decisão
As críticas de Pavanato e Nikolas não foram isoladas. Outros aliados de Flávio Bolsonaro também contestaram a decisão de Zanin e levantaram suspeitas sobre seus possíveis efeitos na disputa presidencial.
Entre eles, o senador eleito Marcel van Hattem (Novo-RS) criticou a prorrogação e cobrou providências do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques. Ele também mencionou a possibilidade de apresentar um pedido de impeachment contra o ministro do STF.
As manifestações ampliaram a tensão política em torno da decisão judicial e da condução do processo eleitoral.
As declarações dos parlamentares não comprovam a existência de fraude eleitoral nem demonstram que a prorrogação tenha sido adotada para favorecer um candidato.
