Piedade humana levou à criação do banco mais antigo do mundo ainda em funcionamento; estabelecimento, fundado em 1472, tem 554 anos

Fundado em 1472, o banco mais antigo do mundo segue em atividade. Entenda sua origem solidária e como o estabelecimento sobreviveu ao tempo

Foto: Reprodução/WikimediaCommons/Palickap

O Monte dei Paschi di Siena, fundado em 4 de março de 1472, é reconhecido como o banco mais antigo do mundo ainda em funcionamento e mantém sua sede em Siena, na Toscana (Itália). Criado como instituição de crédito solidário para reduzir a dependência de agiotas, virou banco comercial em 1624 e hoje atende milhões de clientes no país.

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Siena era, à época, uma república independente e um importante centro comercial. Hoje, a cidade medieval é famosa pelo Palio, a tradicional corrida de cavalos, e por seu centro histórico preservado.

Como a piedade humana se tornou símbolo de Siena

A origem do banco está nos montes de piedade, instituições do Renascimento que ofereciam empréstimos com juros baixos a pessoas comuns, com bens pessoais como garantia.

O nome “Paschi” vem das terras de pastagem que garantiam esses financiamentos. Com o tempo, a instituição cresceu e passou a financiar a vida econômica da região.

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Nem tudo foi tranquilo. Entre 2009 e 2014, o banco recorreu a ajuda estatal e foi nacionalizado em 2017. Desde então, o governo italiano vem vendendo sua participação.

Qual é o banco mais antigo do mundo ainda em funcionamento?

O Guinness World Records reconhece a instituição como o banco mais antigo em operação contínua, com fundação em 1472. Outros bancos antigos existem, como o alemão Berenberg (1590), mas ele é classificado como o banco mercantil mais antigo, categoria diferente.

Por que Siena merece entrar no seu roteiro

Siena mostra que o banco mais antigo do mundo é também uma porta de entrada para entender a Europa medieval. O primeiro motivo é o centro histórico, reconhecido como Patrimônio Mundial da UNESCO. As construções medievais seguem preservadas, e o passeio a pé, entre ladeiras e vielas de pedra, já vale a viagem.

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O coração da cidade é a Piazza del Campo, praça em formato de concha onde fica o Palazzo Pubblico. Muita gente se senta no chão de tijolos para observar o movimento, o que faz dela um dos pontos de encontro mais charmosos da Toscana.

Ao lado da praça, a Torre del Mangia oferece um dos melhores mirantes da região. A subida tem cerca de 400 degraus, mas a vista dos telhados avermelhados e das colinas toscanas compensa o esforço.

Outro destaque é o Duomo de Siena, catedral gótica de mármore em tons de branco, verde e rosa. O interior chama atenção pelos pisos decorados e pelos detalhes artísticos, que reforçam o peso cultural da cidade.

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Gastronomia na Toscana

A mesa é outro atrativo. Entre as especialidades da região estão o pici, massa artesanal grossa, e doces tradicionais como o panforte e o ricciarelli. Para acompanhar, os vinhos da região do Chianti ficam a poucos quilômetros.

Siena também funciona bem como base para explorar a Toscana. A cidade fica a cerca de uma hora e meia de Florença, o que a torna uma opção prática para um bate-volta ou para uma estadia de duas ou três noites.

Para quem quer ir além, San Gimignano e outras cidades medievais da região estão por perto. Dá para montar um roteiro com vilarejos, vinícolas e paisagens sem grandes deslocamentos.