Poluição no Rio Tietê cai quase 27% na saída da Grande São Paulo e estudo da Cetesb aponta melhora histórica na qualidade da água do rio

Carga diária transportada pelo rio caiu de 210 para 154 toneladas em 2026, segundo levantamento da Cetesb

Fotografia em plano geral de um canal urbano com águas escuras cobertas por uma camada densa de lixo plástico e detritos flutuantes. Nas margens de betão, sobressaem árvores e uma via rápida com veículos em circulação, tendo ao fundo vários prédios residenciais sob um céu encoberto

Estudo da Cetesb aponta queda de 26,7% na carga de poluição transportada pelo Rio Tietê na saída da Grande São Paulo - Rovena Rosa/Agência Brasil

A poluição transportada pelo Rio Tietê na saída da Grande São Paulo caiu 26,7% em 2026, segundo estudo divulgado pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) nesta quinta-feira (17/9).

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A carga diária de matéria orgânica transportada pelo rio caiu de 210 toneladas em 2025 para 154 toneladas neste ano.

Em 2024, eram 218 toneladas por dia. Para calcular a média de 2026, o levantamento considerou os dois primeiros trimestres.

As medições são feitas na barragem da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Edgard de Souza, em Santana de Parnaíba, em um ponto de monitoramento localizado na saída da região metropolitana de São Paulo.

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O local permite acompanhar a poluição transportada pelo Tietê depois que o rio atravessa a área mais urbanizada do estado e segue em direção ao interior.

Esgoto é principal fonte de poluição

No cálculo da carga de poluição, a Cetesb considera a concentração de matéria orgânica e a vazão de água do rio.

Dessa forma, é possível calcular quantas toneladas são transportadas diariamente e comparar períodos de chuva e estiagem.

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Os resíduos chegam aos rios principalmente por meio do lançamento de esgoto doméstico sem tratamento.

A matéria orgânica reduz o oxigênio disponível na água, pode provocar forte odor, prejudica a vida aquática e contribui para a piora da qualidade do rio.

Governo relaciona melhora a investimentos em saneamento

A secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística de São Paulo, Natália Resende, atribuiu a melhora a investimentos em saneamento básico, planejamento e ao diagnóstico das condições de cada sub-bacia dos rios do estado.

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Segundo ela, a desestatização da Sabesp também teve papel fundamental nas ações contra a poluição.

Resende citou como exemplo municípios da Grande São Paulo que apresentavam baixos índices de tratamento de esgoto.

Segundo a secretária, Guarulhos tratava 1% do esgoto em 2019, enquanto Cajamar, Franco da Rocha e Francisco Morato tinham índice de 0% em 2022.

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Ela também mencionou Salesópolis, onde nasce o Tietê. De acordo com Resende, 4.300 domicílios estavam dentro do contrato antigo da Sabesp, enquanto outros 1.800 estavam fora.

A secretária afirmou acreditar que o estado consiga alcançar a universalização do saneamento antes da meta de 2033.

Programa prevê ações ao longo do Tietê

Resende também citou o Integra Tietê, programa estadual criado em 2023 com ações ao longo dos 1.136 quilômetros do rio.

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Segundo ela, o programa foi estruturado para enfrentar os diferentes problemas encontrados no Tietê. O primeiro eixo é voltado à saúde e à qualidade de vida, com foco no esgotamento sanitário. O segundo é dedicado ao desassoreamento.

Desde 2023, mais de 6,5 milhões de metros cúbicos de sedimentos foram retirados, segundo a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística.

Em 2025, foram removidos mais de 2,3 milhões de metros cúbicos de sedimentos dos rios Tietê e Pinheiros, volume equivalente a cerca de 192 mil caminhões cheios, de acordo com a secretaria.