O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou sua vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno das eleições presidenciais, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (10/6).
A pesquisa aponta Lula com 44% das intenções de voto, contra 38% do parlamentar, abrindo uma diferença de seis pontos percentuais.
O resultado marca uma mudança em relação aos levantamentos dos últimos meses, que vinham indicando empate técnico ou vantagem numérica reduzida entre os dois nomes.
Distância aumenta
Na pesquisa divulgada em maio, Lula registrava 42% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro aparecia com 41%.
Em abril, o senador tinha 42%, contra 40% do presidente. Já em março, ambos apareciam numericamente empatados, com 41%.
A série histórica da Quaest mostra uma disputa mais apertada ao longo de 2026. Desde março, os cenários indicavam equilíbrio entre os dois potenciais candidatos.
Agora, o levantamento aponta uma vantagem mais ampla para Lula, embora menor do que a observada no segundo semestre de 2025.
Movimento entre eleitores independentes
Segundo a Quaest, a principal alteração ocorreu entre os chamados eleitores independentes, grupo formado por entrevistados que afirmam não se identificar como lulistas, bolsonaristas, de esquerda ou de direita.
Nesse segmento, Lula passou de 29% para 37% das intenções de voto entre maio e junho. Já Flávio Bolsonaro registrou queda de 31% para 24% no mesmo período.
A movimentação nesse eleitorado contribuiu para a ampliação da vantagem do presidente no cenário estimulado de segundo turno.
Veja os números da pesquisa
Em um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, a Quaest registrou:
- Lula (PT): 44%
- Flávio Bolsonaro (PL): 38%
- Indecisos: 4%
- Branco, nulo ou não votariam: 14%
Como foi feita a pesquisa
O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos. A pesquisa ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 8 de junho.
A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07661/2026.
