Governo impõe regras severas e avisos obrigatórios em propagandas de Bets

Entenda as novas normas para publicidade de apostas online que passam a valer agora e como elas mudam a forma de você ver as 'bets'

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou a nova regra para as Bets nesta quinta-feira (09/07). (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou a nova regra para as Bets nesta quinta-feira (09/07). (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

O governo federal vai proibir a publicidade abusiva de empresas de apostas esportivas online, as chamadas bets, em todo o País.

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O ministro interino da Fazenda, Dario Durigan, anunciou o pacote de medidas nesta quinta-feira (9). O texto impõe restrições severas ao marketing do setor, além de ampliar a fiscalização contra plataformas irregulares.

O Diário Oficial da União (DOU) publicará as novas regras das bets nesta sexta-feira (10), e as normas entram em vigor a partir do dia 17 de julho.

O que muda na sua tela a partir de agora?

Segundo o ministro, toda propaganda de empresas autorizadas deve trazer advertências explícitas. O governo aplica uma lógica idêntica à de produtos como cigarros, bebidas alcoólicas e medicamentos, focando na saúde e na segurança financeira do cidadão.

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O objetivo central é ampliar a conscientização da população sobre os riscos reais do ato de apostar dinheiro na internet. As novas regras da portaria estabelecem três frases obrigatórias que as campanhas publicitárias devem rodar alternadamente:

  • “Ministério da Fazenda adverte: apostar faz você perder dinheiro”;
  • “Ministério da Fazenda adverte: apostar pode causar dependência”;
  • “Ministério da Fazenda adverte: aposta não é investimento”.

O fim da “dica de mestre” e das promessas de lucro

Uma das mudanças mais impactantes atinge diretamente os comentaristas e especialistas de esportes que costumavam dar palpites com “verniz técnico”.

A partir de agora, a nova regra proíbe esses profissionais de fazerem declarações que induzam o apostador a adotar uma certa prática ou estratégia de jogo.

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O governo entende que as empresas usavam a autoridade desses profissionais para passar uma falsa segurança ao consumidor sobre um resultado incerto.

Além disso, as empresas não podem mais criar um senso de urgência nos anúncios para estimular o clique ou a aposta imediata.

As novas normas também proíbem a exibição apenas do histórico de ganhos ou premiações como forma de incentivo, já que isso oculta as perdas reais dos apostadores.

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Outro ponto fundamental foca na proteção aos menores de idade: a publicidade para crianças e adolescentes enfrentará “tolerância zero”.

Punições que podem chegar a R$ 14 milhões

As operadoras de apostas ou os veículos que veicularem propagandas irregulares pagarão caro pelo descumprimento dessas normas.

As sanções administrativas incluem multas que podem atingir até 20% do faturamento da empresa, com um teto de aproximadamente R$ 14 milhões.

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Em casos de reincidência grave, o governo pode cassar ou suspender a autorização de funcionamento da plataforma por até 180 dias.

O governo também reforçou que o radar de fiscalização inclui, da mesma forma, os influenciadores digitais que as marcas contratam.

Se um influenciador postar conteúdo irregular, o governo punirá a empresa contratante e exigirá a remoção imediata do conteúdo das redes.

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Bloqueio para beneficiários de programas sociais

A fiscalização não se limita apenas ao conteúdo dos anúncios, mas monitora também quem ganha permissão para jogar. Por determinação do STF, os beneficiários de programas de assistência do governo, como o Bolsa Família, não podem acessar os sites de bets.

Essa proibição também se estende aos cidadãos que aderiram ao programa “Desenrola”, voltado para a renegociação de dívidas das famílias.

Até o momento, o governo informou que já derrubou mais de 56 mil sites de apostas ilegais e cerca de mil perfis de influenciadores. Além disso, quase um milhão de apostadores acionaram a autoexclusão por desrespeitarem as vedações da lei.