A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo atualizou, nesta sexta-feira (3/10), para 102 casos, entre investigados e confirmados, de intoxicação por metanol.
Segundo o novo balanço, são 11 casos confirmados, com um óbito, na Capital. Outros 91 casos são investigados, sendo oito óbitos em investigação – cinco na Capital, dois em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista e um em Cajuru, no interior.
Até agora, 10 estabelecimentos foram interditados após fiscalização e 30 pessoas foram presas ao longo deste ano. Somente nesta semana foram apreendidas 4.500 garrafas.
Nesta sexta-feira (3/10), o Governo de São Paulo anunciou a compra e distribuição imediata de 2 mil novas ampolas de antídoto para o tratamento de pacientes com intoxicação por metanol. Além desse reforço, já havia 500 unidades em estoque nos serviços de referência do Estado, assegurando a manutenção de uma reserva adequada para atender necessidades assistenciais.
Diante do surto de intoxicação por metanol em bebidas adulteradas, o Ministério Público Federal (MPF) abriu uma investigação preliminar.
Apreensões
Como resultado das fiscalizações, sete estabelecimentos foram interditados até a tarde desta quinta (2/10). O número de prisões no ano subiu para 24 após a detenção de duas mulheres com 162 garrafas de uísque falsificadas no município de Dobrada, na região de Araraquara, no interior de São Paulo. As bebidas estavam sem documentação fiscal e possuíam rótulos desconhecidos no Brasil.
Na capital paulista, a Polícia Civil investiga dois irmãos suspeitos de adulterar bebidas alcoólicas com metanol em um imóvel no Jardim Campo Limpo, na zona sul.
Três bares na Grande São Paulo foram interditados. A Vigilância Sanitária de São Paulo lacrou nesta quarta-feira (1º/10) um lote com 128 mil garrafas de vodca em Barueri, na Grande São Paulo.
