Segurança no Transpetro volta a preocupar

O problema alertado há três meses pelo Sindicato dos Petroleiros voltou, agora, denunciado por uma fonte do Diário do Litoral

Incêndio da Ultracargo causou problemas no estuário e foi um trauma na Baixada Santista

Incêndio da Ultracargo causou problemas no estuário e foi um trauma na Baixada Santista | Divulgação/Corpo de Bombeiros

Em agosto último, o Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista (SindPetro-LP) denunciou que o Terminal Aquaviário da Alemoa da Petrobras Transporte S.A – Transpetro apresentava sérias questões relacionadas à má gestão da equipe de manutenção envolvendo o sistema de refrigeração dos tanques de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP).

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Ontem, uma fonte do Diário (jornal do Grupo Gazeta São Paulo) informou que “pegou fogo no equipamento reserva da bomba alugada” que, meses atrás, foi a solução encontrada para resolver os problemas de segurança das bombas que, na ocasião, se encontravam defeituosas.

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A saída emergencial foi proposta pelo Sindicato que, após inspecionar as medidas paliativas, foi que fossem alugadas, emergencialmente, bombas movidas a óleo diesel para garantir o resfriamento dos tanques.

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“Mas o ideal seria consertar tudo e respeitar o real projeto dos equipamentos. O terminal fica localizado numa área de risco, ao lado de diversas empresas que armazenam combustíveis”, dizia o Sindipetro.

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O Sindicato lembrava que qualquer acidente poderia se tornar uma tragédia com explosões e incêndios, a exemplo que ocorreu, em 2015, na Ultracargo. Os diretores, na ocasião, mostravam-se bastante preocupados.

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INCÊNDIO.

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O Terminal chegou a utilizar o sistema de combate a incêndio para suprir a deficiência do sistema de refrigeração dos tanques, o que é absolutamente inaceitável, informava o Sindicato.

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O Sindicato também havia alertado que o descaso observado no Terminal da Alemoa é alarmante, uma vez que todas as três bombas chegaram a ficar indisponíveis ao mesmo tempo.

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Além disso, revelou que utilizar como sistema de segurança as bombas de incêndio, como paliativo para o sistema de refrigeração colocava o terminal em um risco ainda maior.

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Para o SindPetro-LP, essas ações são motivadas por uma política de economia na qual tanto a gestão geral, como a gestão de manutenção, não quer se indispor com a chefia e solicitar o aporte financeiro necessário para a manutenção adequada desse importante terminal, colocando não só em risco as instalações, mas as vidas de todos os trabalhadores da unidade.

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Vale lembrar que o incêndio da Ultracargo teve início no dia 2 de abril e foi extinguido apenas em 10 de abril, totalizando nove dias de incêndio. O incêndio trouxe várias consequências para os moradores das redondezas como complicações respiratórias e chuva ácida.

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Para tentar conter as chamas, foram utilizados mais de oito bilhões de litros de água salgada, que posteriormente retornou ao mar e causou a morte de sete toneladas de peixes, por conta da diminuição da taxa de oxigênio na água.

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TERMINAL.

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Procurada, a Transpetro, por intermédio de sua Assessoria de Imprensa, que “reitera que aplica requisitos de elevada qualidade na manutenção e operação de seus ativos. A Companhia informa que o episódio mencionado não colocou em risco as atividades operacionais ou a força de trabalho, e foi prontamente resolvido. A Transpetro mantém o compromisso com as regiões onde atua, com respeito à segurança, ao meio ambiente e às pessoas”.