A vacina contra herpes-zóster avançou no Senado nesta semana e poderá integrar o calendário de imunização do Sistema Único de Saúde (SUS). O projeto estabelece a oferta gratuita do imunizante a grupos definidos pela proposta e ainda precisa cumprir etapas antes de virar lei.
Vacina contra herpes-zóster avança no Senado
A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou o substitutivo ao PL 4.426/2025 em 1º de setembro. A matéria foi aprovada em turno único, mas ainda aguarda o turno suplementar na própria comissão.
O texto original previa a vacinação de idosos com mais de 60 anos. Durante a tramitação, a proposta recebeu mudanças. Por isso, a faixa etária e os demais critérios devem ser observados conforme a versão final aprovada pelo Congresso.
A proposta também prevê a vacinação de adultos com imunossupressão ou condições clínicas que comprometam o sistema imunológico. O texto busca incluir o imunizante no calendário nacional de vacinação.
Como deve funcionar a vacinação contra herpes-zóster
A vacina recombinante contra herpes-zóster utiliza componentes do vírus para estimular a resposta do sistema imunológico. Ela não usa o vírus vivo completo na formulação.
O esquema citado na proposta envolve duas doses. A segunda aplicação costuma ocorrer entre dois e seis meses depois da primeira, conforme as informações apresentadas durante a análise do projeto.
Quem poderá receber a vacina
A definição dos grupos atendidos dependerá da redação que avançar no processo legislativo. O projeto em tramitação passou por alterações desde sua apresentação inicial.
Por isso, a população deve acompanhar as próximas etapas antes de procurar uma unidade de saúde em busca da vacina contra herpes-zóster. A aprovação do projeto, sozinha, não significa que a aplicação gratuita já começou.
O que se sabe sobre o herpes-zóster
O herpes-zóster ocorre quando o vírus varicela-zóster, responsável pela catapora, volta a se multiplicar no organismo. Depois da primeira infecção, o vírus pode permanecer no sistema nervoso por muitos anos.
A doença pode provocar lesões na pele, dor, ardência, coceira e febre. O risco aumenta com o envelhecimento e também pode ser maior em pessoas com o sistema imunológico comprometido.
A vacinação busca reduzir a ocorrência da doença e suas complicações. A inclusão no SUS pode ampliar o acesso ao imunizante caso o projeto conclua sua tramitação e entre em vigor.
Estudo recente avaliou outros possíveis efeitos
Um estudo publicado pela Nature Medicine em agosto de 2026 analisou a relação entre a vacina recombinante e eventos cardiovasculares em pessoas com 60 anos ou mais. A pesquisa acompanhou dados de 72.920 pessoas e encontrou associação entre a vacina recombinante e menor carga de eventos cardiovasculares durante sete anos.
O resultado, porém, não comprova que a vacina previna doenças cardíacas. Os próprios pesquisadores destacam a necessidade de ensaios clínicos para testar essa hipótese com maior segurança.
Assim, o principal ponto neste momento é o avanço da proposta que pretende ampliar o acesso à vacina contra herpes-zóster pelo SUS. A população ainda deve aguardar a conclusão das etapas legislativas para saber quando e como a oferta gratuita será efetivamente iniciada.
