O Governo do Estado de São Paulo definiu os bairros que terão imóveis desapropriados para a construção da Linha 20-Rosa do Metrô, um dos maiores projetos de mobilidade urbana da região metropolitana.
A medida, publicada no Diário Oficial do Estado no final de 2025, é um passo importante para viabilizar o início das obras do novo ramal, que ligará Santo André à região da Lapa, na capital paulista, com previsão de entrega para 2035.
Segundo as resoluções oficiais, imóveis em áreas estratégicas de São Paulo e Santo André foram declarados de utilidade pública para desapropriação, ocupação temporária ou instituição de servidão, seja por acordo amigável ou via judicial.
Bairros atingidos em São Paulo
Em São Paulo, a Resolução SPI nº 087/2025 aponta que serão desapropriados imóveis em diversos bairros ao longo do traçado urbano da Linha 20-Rosa, incluindo áreas previstas para estações, ventilação e saídas de emergência:
- Barra Funda;
- Lapa;
- Pinheiros;
- Itaim Bibi;
- Saúde;
- Cursino;
- Sacomã;
Áreas no Grande ABC
No município de Santo André, a Resolução SPI nº 096/2025 definiu outras localidades que também serão afetadas pelas desapropriações, abrangendo zonas residenciais e próximas ao centro:
- Vila Palmares;
- Vila Sacadura Cabral;
- Vila Príncipe de Gales;
- Vila Bastos;
- Jardim;
- Centro;
- Bangu;
A desapropriação dessas áreas é necessária para preparar o terreno para a implantação de estações, obras de infraestrutura e estruturas de apoio ao longo do ramal.
Linha 20-Rosa: extensão e impacto
O projeto da Linha 20-Rosa prevê aproximadamente 30,9 km de extensão e 24 estações, com integração a outras linhas do sistema metroferroviário e atendimento estimado a mais de 1,2 milhão de passageiros por dia.
O ramal deverá conectar a capital ao ABC paulista, ampliando a oferta de transporte público e desafogando linhas já existentes, em um dos corredores mais movimentados da região metropolitana.
Estações previstas da Linha 20-Rosa
A linha começará na zona oeste de São Paulo e seguirá até o coração do ABC Paulista, com paradas distribuídas entre os municípios de São Paulo, São Bernardo do Campo e Santo André.
Em São Paulo (18 estações): Santa Marina, Lapa, Vila Romana, Cerro Corá, Girassol, Teodoro Sampaio, Fradique Coutinho, Tabapuã, Jesuíno Cardoso, Hélio Pellegrino, Moema, Rubem Berta, Indianópolis, Saúde, Abraão de Morais, Cursino, Arlindo Vieira e Livieiro.
Em São Bernardo do Campo (3 estações): Taboão-Paulicéia, Rudge Ramos e Afonsina.
Em Santo André (3 estações): Príncipe de Gales, Portugal e Santo André, esta última com conexão prevista à Linha 10-Turquesa da CPTM.
O que muda para moradores e comerciantes
A publicação das desapropriações já gerou preocupação entre comunidades que vivem nas áreas atingidas, especialmente em bairros como Pinheiros, onde moradores de vilas tradicionais relatam incerteza sobre o futuro de suas casas e ainda não receberam notificações formais.
O governo estadual deve realizar audiências públicas nas próximas semanas para detalhar o projeto, esclarecer dúvidas e avançar na fase de diálogo com a população.
