CEOs da Latam, Gol e Azul clamam por mudanças para potencial do setor aéreo deslanchar

CEOs das três maiores companhias aéreas do Brasil, Latam se reuniram nesta quarta em seminário do Lide

Jerome Cadier (Latam Brasil), John Rodgerson (Azul) e Celso Ferrer (Gol)/Evandro Macedo/Lide

Os CEOs das três maiores companhias aéreas do Brasil, Latam, Gol e Azul, se reuniram nesta quarta-feira (10/6) em um seminário de turismo do Lide, em São Paulo. Todos debateram os desafios de manter as companhias aéreas do País.

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Para John Rodgerson, da Azul, a carga tributária sobre o setor é “a coisa mais burra que se pode fazer”, devido ao efeito multiplicador que a aviação exerce na economia real.

Ele também defendeu uma mudança cultural no Brasil, para os brasileiros viajarem mais no próprio país. O CEO da Azul ressaltou que 70% dos viajantes no País hoje são corporativos. O verdadeiro salto do PIB do turismo ocorrerá, analisou, quando a classe média começar a viajar a lazer pelo Brasil.

“O mundo quer salvar a amazônia. A primeira coisa a ser feita é conectar a amazônia, ela precisa estar conectada. Tem muito turismo a ser feito na amazônia”, disse o executivo em conversa com a imprensa após o evento.

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‘Potencial desperdiçado’

O CEO da Latam Brasil, Jerome Cadier, afirmou ser “movido pela dor” de ver o potencial turístico brasileiro ser desperdiçado. Ele criticou o desempenho histórico do setor ao compará-lo com os vizinhos sul-americanos.

“Se individualmente cada um de nós acha que faz um trabalho bom, coletivamente o setor de turismo do Brasil faz um trabalho medíocre. O Chile tem o dobro de passageiros por habitante, por ano, do que o Brasil. A gente tem metade do Chile, metade da Colômbia”, disse ele.

“Se não levarmos uma voz unificada de que a grande alavanca de crescimento desse país é o turismo, vamos continuar medíocres daqui a cinco anos”, continuou Cadier.

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Celso Ferrer, da Gol, afirmou que a aviação estancou em um patamar de 95 milhões a 100 milhões de passageiros anuais na última década. Ele ponderou que, embora o ano anterior tenha registrado recordes operacionais, “o setor está parado no mesmo patamar há 15 anos”.

“Uma aeronave que operamos aqui custa entre 40 milhões e 200 milhões de dólares. Você não toma a decisão de trazer um avião olhando o curto prazo, porque no primeiro ou segundo ano você não rentabiliza esse investimento; rentabiliza ao longo de sete ou oito anos. Quando só tratamos do problema do mês, o setor cresce menos, segura investimentos e deixa de gerar empregos”, explicou Ferrer.

O encontro ocorreu no mesmo dia em que as empresas formalizaram o pedido de acesso à linha de crédito de R$ 5,5 bilhões do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC), considerada um respiro crucial diante da forte pressão econômica sobre o setor.

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Seminário no Lide

O trio participou do seminário batizado como “Brasil como grande destino para viagens de incentivo e de cruzeiros marítimos”, ao lado de outros líderes empresariais, ex-ministros do Turismo e outras lideranças do setor.

Todo o evento está disponível pela TV Lide.