Pessoas que venceram ações judiciais contra o governo federal começam a receber uma verba bilionária liberada pelo Conselho da Justiça Federal. Do total de R$ 3,22 bilhões autorizados, R$ 2,68 bilhões são destinados exclusivamente a beneficiários do INSS e de auxílios assistenciais, cobrindo revisões de aposentadorias, pensões e auxílios por incapacidade.
Com a circulação desses pagamentos, criminosos aproveitam o momento para aplicar golpes. Eles costumam enviar mensagens falsas por WhatsApp ou SMS, fingindo ser advogados ou servidores da Justiça e exigindo o pagamento de taxas antecipadas para liberar o dinheiro.
A Justiça reforça que nenhuma taxa é cobrada de forma prévia para liberar precatórios e Requisições de Pequeno Valor (RPVs). Exigências de depósitos para destravar pagamentos constituem fraude.
Como identificar e evitar golpes
Para não perder dinheiro para criminosos que usam dados reais de processos, siga estas regras:
- Não pague taxas: tribunais e bancos oficiais não exigem depósito para liberar alvarás ou RPVs.
- Fale com seu advogado: em caso de dúvida sobre mensagens recebidas, ligue diretamente para o escritório que cuida do seu processo.
- Proteja seus dados: nunca repasse senhas, números de documentos ou chaves Pix para desconhecidos na internet.
Como resgatar o dinheiro sem pegar fila?
O dinheiro liberado pela Justiça não cai direto na conta corrente que você usa no dia a dia. Ele fica depositado em uma conta judicial específica aberta no Banco do Brasil ou na Caixa Econômica Federal.
Para evitar filas e deslocamentos até uma agência física, o titular ou o advogado podem solicitar a transferência eletrônica (TED) do valor diretamente para uma conta pessoal, utilizando os canais de atendimento digital do Tribunal Regional Federal responsável pelo processo.
