A Polícia Militar de São Paulo realizou na noite desta sexta-feira (24/4) a operação “Impacto Quebra-Vidro”, que consistiu no uso de drones, helicópteros e viaturas em mais de 100 pontos da Capital para combater roubos e furtos na região central e corredores viários.
Fizeram parte da operação 15 drones e três helicópteros utilizados para o patrulhamento preventivo. Paralelamente, policiais ficaram em solo nos pontos de maior incidência e visibilidade, com foco em policiamento ostensivo, buscas e capturas.
A operação tem coordenação em tempo real pelo Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) e ocorre após trabalho da inteligência da Secretaria de Segurança Pública, com análise estratégica do mapeamento de dezenas de pontos da cidade a partir de registros criminais, imagens de monitoramento e levantamentos baseados em ocorrências recentes.
“A Polícia Militar realiza a operação Impacto Quebra-Vidro visando diminuir a criminalidade, principalmente os delitos de roubo e furto de aparelhos celulares e itens de alto valor na região central de São Paulo. Estamos atuando principalmente em pontos estratégicos, como semáforos e locais de trânsito intenso, em que os criminosos quebram vidro dos veículos para levar os pertences”, explicou o tenente João Berton, do 13º Batalhão da Polícia Militar.
De acordo com a Secretaria de Segurança de São Paulo (SSP), as polícias Civil e Militar já prenderam mais de 50 mil suspeitos desde 2023 que participavam dessas ações.
Mesmo com o avanço no combate, nas últimas semanas a quadrilha voltou a ser assunto na capital paulista. Com uma estratégia rápida e eficaz, os criminosos atacam o vidro das janelas dos veículos e puxam o celular das vítimas.
Funcionamento dos drones
Os drones da Polícia Militar produzem imagens e vídeos que são transmitidos ao vivo para gabinetes de comando, onde gestores acompanham a operação em tempo real e definem deslocamentos e prioridades, sendo parte crucial da operação.
As equipes em solo, contudo, seguem indispensáveis, com os drones potencializando a ação dos agentes em solo. Os equipamentos são capazes de fazer reconhecimento de placas e reconhecimento facial.
