Salário mínimo sobe para R$ 1.621 e passa a valer a partir desta quinta

Com a mudança, trabalhadores passam a receber o valor atualizado a partir do pagamento de fevereiro

Além da renda média maior, a massa de rendimento do trabalho também avançou e chegou a R$ 370 bilhões

Diária mínima ficou fixada em R$ 54,04, enquanto o valor da hora trabalhada passou a R$ 7,37 | Marcello Casal Jr / Agência Brasil

O salário mínimo nacional foi reajustado para R$ 1.621 e passou a vigorar nesta quinta-feira (1º/1). O novo valor representa um aumento de R$ 103, o equivalente a 6,79%, em relação ao piso de R$ 1.518, em vigor em 2025.

Com a mudança, os trabalhadores passam a receber o valor atualizado a partir do pagamento de fevereiro. A diária mínima ficou fixada em R$ 54,04, enquanto o valor da hora trabalhada passou a R$ 7,37.

O Ministério do Planejamento e Orçamento havia confirmado que o salário mínimo seria reajustado dos atuais R$ 1.518 para R$ 1.621 a partir de janeiro de 2026 no início de dezembro. O aumento de R$ 103 representa uma alta de 6,79% e começará a aparecer no contracheque dos trabalhadores em fevereiro.

O reajuste também impacta benefícios sociais atrelados ao salário mínimo, como aposentadorias e pensões do INSS, seguro-desemprego, abono salarial e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), o que eleva as despesas obrigatórias do governo.

Segundo a equipe econômica, cada R$ 1 de aumento no salário mínimo gera um custo adicional de aproximadamente R$ 429,3 milhões aos cofres públicos. Com o novo valor, a estimativa é de um acréscimo de cerca de R$ 44,2 bilhões em gastos obrigatórios ao longo de 2026.

O cálculo do reajuste considera a variação do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) acumulada em 12 meses até novembro, que foi de 4,18%, somada ao crescimento da economia registrado dois anos antes. Para o piso de 2026, entrou na conta o PIB de 2024, que teve alta de 3,4%.

No entanto, a regra do arcabouço fiscal estabelece um limite para o ganho real acima da inflação, que varia entre 0,6% e 2,5%, teto aplicado na definição do novo valor.

Quem recebe o salário mínimo passa a ter o valor reajustado creditado no início de fevereiro.

Previsto na Constituição, o salário mínimo é a menor remuneração legal que pode ser paga a trabalhadores formais no país e deve ser suficiente para atender às necessidades básicas do trabalhador e de sua família, com reajustes periódicos destinados a preservar o poder de compra.