Chitãozinho & Xororó estão na cena musical desde 1970, período que denota longa jornada para os irmãos José Lima Sobrinho e Durval de Lima.
Engana-se quem pensa que essa dupla quer viver somente do passado e assim lançou o show “Meninos da Roça” no último sábado (3/10), às 22h, no Suhai Music Hall, em São Paulo.
“O diferencial está justamente na história que queremos contar. Queremos que seja uma noite de muita emoção, lembranças e, principalmente, de proximidade com quem nos acompanha”, declara Xororó em entrevista exclusiva para a Gazeta de São Paulo.
Depois do trabalho de gravação intimista realizado para convidados, chegou a vez de os fãs acompanharem de perto este concerto, que ainda comemora a amizade entre artistas e a força da música que atravessa este tempo.
Os próximos shows serão divulgados em breve nas redes sociais dos artistas.
Expectativa para o show de Chitãozinho & Xororó
“Primeiro vivemos essa emoção na gravação do audiovisual ao lado da família, dos amigos e de artistas queridos. Agora vamos poder dividir isso diretamente com o público. Mesmo depois de tantos anos de carreira, quando existe um projeto novo e especial como esse, dá aquele frio na barriga. Acho que isso é muito bom, porque mostra que a emoção continua a mesma”, admite Chitãozinho em contato com a reportagem.
O repertório trabalha as canções que permeiam o novo trabalho, as músicas que consagraram a dupla, aos profissionais que também integram o audiovisual e ainda conta as participações especiais de Mayck & Lyan e Sami Rico, cantores que receberam elogios de Chitãozinho.
“São artistas de uma nova geração, mas que têm muito respeito pela essência da música sertaneja e referências que vieram antes deles. Achamos importante também criar essa ponte entre gerações. Eles têm talento, personalidade e trazem a identidade deles para o palco. Ficamos muito felizes com o resultado no audiovisual e vai ser muito especial estarmos juntos novamente nesse show”, pontua.

Existe a chance de Meninos da Roça virar turnê em 2027?
“Por enquanto, estamos tratando ‘Meninos de Roça’ como uma apresentação especial em noite única. É claro que existe vontade de levar esse show para mais pessoas e já estamos conversando sobre as possibilidades para o futuro. Primeiro queremos viver essa noite, ver de perto a reação do público e entender os próximos caminhos do projeto. Se essa história ganhar novos palcos, vamos ficar muito felizes”, termina Xororó.
Breve histórico de carreira
Nascidos em Astorga (PR), Chitãozinho & Xororó são recordistas de venda de discos no país, com mais de 40 milhões, e venceram seis prêmios Grammy Latino.
Eles lançaram o primeiro disco profissional em 1970, que trouxe a regravação de “Galopeira”, conseguiram o primeiro disco de ouro com o sucesso “60 Dias Apaixonado” no ano de 1979. O reconhecimento nacional ocorreu em 1982 com a canção “Fio de Cabelo”, do disco “Somos apaixonados”, que vendeu mais de 1,5 milhão de cópias e que abriu espaço das rádios FM’s para a música sertaneja.
A partir daí, houve vários sucessos, como “Evidências”, “Nuvem de Lágrimas”, “Sinônimos”, “Página de Amigos”, “Pura Emoção”, “Se Deus Me Ouvisse”, “Vá Pro Inferno Com Seu Amor”, “Deixei de Ser Cowboy Por Ela”, “Página Virada”, “Colcha de Retalhos” e “Coração Quebrado”.
Com canções que falam de amor, saudade e relacionamentos, os irmãos mantêm um repertório que continua presente na memória e no cotidiano dos brasileiros.
“Em mais de 50 anos, vimos a música mudar muitas vezes. Passamos pelo vinil, pela fita, pelo CD e chegamos ao streaming, ao YouTube e às redes sociais. Cada época trouxe seus desafios e exigiu uma adaptação. No começo, naturalmente, tudo que é novo causa um pouco de estranhamento, mas sempre procuramos entender essas mudanças e acompanhar o público. Hoje uma música pode chegar a milhões de pessoas em pouco tempo e até canções que gravamos décadas atrás encontram uma nova geração. Isso é muito interessante. O formato mudou, a maneira de consumir música mudou, mas aquilo que realmente conecta o artista às pessoas continua sendo uma boa canção”, encerra Chitãozinho.
