Musical gratuito mostra lado da infância de Nelson Mandela que poucos conhecem

Espetáculo 'Menino Mandela' celebra a infância do líder sul-africano com música, poesia e tradição africana

Ingressos para o musical 'Menino Mandela' são gratuitos

Ingressos para o musical 'Menino Mandela' são gratuitos | Caio Lírio/Divulgação

No mês da Consciência Negra, a CAIXA Cultural São Paulo, no centro histórico da cidade, recebe a curta temporada gratuita de Menino Mandela, espetáculo que celebra a infância, os valores e a formação de Nelson Mandela (1918–2013), advogado, líder político, ex-presidente da África do Sul e vencedor do Prêmio Nobel da Paz.

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A produção, que já percorreu Rio de Janeiro, Fortaleza e Salvador, chega à capital paulista para uma temporada até 30 de novembro, com sessões de quinta a domingo, às 15h.

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O elenco reúne Peter, Abraão Kimberley, Aline Valentim, Alexandre Rosa Moreno, Ella Fernandes e Vanessa Pascale, premiada como melhor atriz por este trabalho, acompanhados das musicistas Flávia Chagas, Geiza Carvalho e Raphaela Yves.

Detalhes da peça

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A montagem propõe uma imersão na infância de Mandela, combinando poesia, canções originais, bonecos e danças africanas. A narrativa imagina um encontro entre o garoto Rolihlahla, nome de nascimento de Mandela, e sua neta Zoe, cruzando tempos distintos para revelar as experiências que moldaram o futuro líder.

As relações familiares, o vínculo com a aldeia e com a natureza e o aprendizado com os mais velhos aparecem como pilares na formação dos ideais de justiça, liberdade e igualdade que marcaram sua trajetória.

Mais do que revisitar o passado, Menino Mandela convida crianças, jovens e adultos a reconhecerem que valores como empatia, respeito e coletividade nascem de gestos cotidianos. O espetáculo busca aproximar gerações e contribuir para o letramento racial, ao valorizar a representatividade negra e reafirmar o poder formador das heranças culturais africanas e afro-diaspóricas.

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O espetáculo também chamou atenção fora do País: Graça Machel Mandela, viúva de Mandela, emocionou-se ao saber da produção brasileira e afirmou: “Já vi muitos livros, artigos e documentários sobre Mandela, mas peça de teatro, eu nunca tinha visto!”.

Durante a temporada, o grupo lança também a trilha sonora original do espetáculo, gravada em estúdio. A realização conta com patrocínio da CAIXA e do Governo Federal.

Viagem no tempo e na história

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A trama começa quando Zoe, neta de Mandela, precisa fazer um trabalho escolar sobre a infância do avô. Ao conversar com ele e revisitar suas memórias, uma “fenda no espaço-tempo” a transporta para 1926, onde encontra o jovem Rolihlahla vivendo entre brincadeiras, tarefas comunitárias e o aprendizado com os anciões de sua tribo na aldeia de Qunu.

O roteiro acompanha o impacto dos primeiros anos escolares, quando o menino ganha o nome Nelson; a perda precoce do pai; e a despedida da mãe, que o confia aos cuidados de seu tutor, o Rei Jongintaba. O espetáculo evidencia a ruptura entre a infância na aldeia e a nova realidade marcada por desigualdades raciais, elementos que contribuíram para moldar o pensamento do futuro líder sul-africano.

“Nelson Mandela sempre foi uma das pessoas mais inspiradoras e potentes da nossa existência”, afirma o diretor Arlindo Lopes. Ele conta que a montagem teve origem a partir de leituras da autobiografia de Mandela e de livros infantojuvenis que retratam sua infância.

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“O teatro infantil tem papel fundamental na formação de crianças que se tornarão adultos mais conscientes de nossa diversidade e pluralidade social”, diz.

A encenação reúne coreografias da especialista em danças africanas Fernanda Dias (formada pela Ecole dês Sables, no Senegal) e da bailarina e coreógrafa Carlotta Romanelli, além da preparação em Yoga feita por Vanessa Pascale.

O espetáculo traz figurinos de Tereza Nabuco, cenário de Mauro Vicente Ferreira, bonecos criados pelo artista plástico Dante, iluminação de Ana Luzia Molinari de Simoni e design gráfico de Gilberto Filho, estes três últimos também premiados no CBTIJ 2025.

As músicas, inspiradas na sonoridade da África do Sul, são executadas por Flávia Chagas (violoncelo), Geiza Carvalho e Raphaela Yves (percussão), Wladimir Pinheiro (piano) e Abraão Kimberley (trompete).

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Serviço

Musical “Menino Mandela”, de Ricardo Gomes e Mariana Jaspe
Quando?
Até 30 de novembro; de quinta a domingos, às 15h
Onde? CAIXA Cultural São Paulo – Praça da Sé, 111 – Centro Histórico de São Paulo
Quanto? Entrada gratuita (ingressos distribuídos uma hora antes do início de cada apresentação, limitados a um por pessoa)
Classificação: Livre
Duração: 75 minutos