O que o seu cachorro e gato realmente enxergam quando as luzes se apagam?

A capacidade de ver na penumbra envolve adaptações ao longo da evolução e uma percepção de cores diferente da visão humana

Cães e gatos possuem adaptações oculares que ajudam na visão em ambientes com pouca luz - Divulgação/Magnific

A cena é um clássico nas madrugadas de quem tem animais de estimação. Você levanta para beber água e encontra o seu gato encarando um corredor escuro com os olhos brilhantes, parecendo ver o invisível.

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Ou então, o seu cachorro levanta a cabeça no escuro total e acompanha um movimento que você sequer percebeu. Esse alerta constante faz o tutor questionar como a percepção visual deles funciona.

A resposta exata para como os cães e gatos enxergam no escuro não envolve superpoderes, mas sim uma herança direta dos seus ancestrais caçadores.

A estrutura ocular adaptada para a penumbra

Tanto cães quanto gatos possuem uma estrutura chamada tapetum lucidum, uma camada refletiva localizada atrás da retina. Essa estrutura age como um refletor biológico que rebate a luz para dentro da retina.

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É exatamente esse rebote luminoso que causa o famoso brilho nos olhos dos animais quando tiramos uma foto com flash ou os vemos na penumbra.

Além disso, a retina dos pets é composta por uma grande quantidade de células chamadas bastonetes. Elas são altamente sensíveis à luz e também têm papel importante na percepção de movimentos no ambiente.

Os felinos levam uma vantagem extra na escuridão. As pupilas em formato de fenda podem se dilatar bastante, aumentando a quantidade de luz que chega à retina quando o ambiente está pouco iluminado.

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As cores que os animais conseguem identificar

Um dos maiores mitos do passado era afirmar que os animais enxergavam o mundo apenas em preto e branco. A ciência atual já derrubou essa crença de forma definitiva.

Se você quer saber quais cores eles conseguem ver, a resposta varia entre as espécies. Nos cães, a visão é considerada dicromática: eles distinguem principalmente tons de azul e amarelo e têm dificuldade para diferenciar vermelho e verde.

Nos gatos, a percepção das cores também é limitada, mas há menos consenso sobre exatamente quais tonalidades eles conseguem distinguir.

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Para os cães, brinquedos azuis ou amarelos podem facilitar a identificação visual, especialmente em ambientes como gramados.

O instinto de caça na sua sala de estar

Quando o seu pet fica agitado durante a noite, ele pode estar respondendo a estímulos visuais, sonoros ou olfativos que passam despercebidos pelo tutor.

Um simples inseto voando perto do teto ou o reflexo de um farol de carro na janela pode chamar a atenção do animal mesmo quando passa despercebido pelo tutor.

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Para o tutor, a melhor atitude é evitar movimentos bruscos no escuro. Mesmo com a maior sensibilidade à luz, os pets podem ter mais dificuldade para focar em detalhes finos em ambientes pouco iluminados e podem se assustar.

Em animais idosos, alterações na visão podem dificultar a locomoção em ambientes pouco iluminados. Se o pet começar a esbarrar em objetos ou demonstrar insegurança durante a noite, o ideal é procurar avaliação veterinária.

Observar o seu pet patrulhando a casa de madrugada é entender que a natureza selvagem ainda vive dentro dele. Enquanto você descansa com a visão limitada pela escuridão, ele assume o papel de guardião silencioso, guiado por olhos desenhados para aproveitar melhor a pouca luz disponível.