Sávia David intensifica treinos e vive clima de estreia como rainha da Terceiro Milênio no Carnaval

Em estreia na Estrela do Terceiro Milênio, agremiação da região do Grajaú, rainha de bateria fala sobre preparo físico, responsabilidade com a comunidade e os bastidores do posto no Carnaval

Sávia David, rainha de bateria da Terceiro Milênio, está se sentindo em casa e à vontade para estrear à frente dos ritmistas da agremiação da região do Grajaú, no extremo sul da capital, no Carnaval de São Paulo de 2026

Sávia David, rainha de bateria da Terceiro Milênio, está se sentindo em casa e à vontade para estrear à frente dos ritmistas da agremiação da região do Grajaú, no extremo sul da capital, no Carnaval de São Paulo de 2026 | Adrielle Gaseta/Gazeta de S.Paulo

Sávia David, rainha de bateria da Terceiro Milênio, está se sentindo em casa e à vontade para estrear à frente dos ritmistas da agremiação da região do Grajaú, no extremo sul da Capital, no Carnaval de São Paulo de 2026.

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A musa resolveu intensificar ainda mais a preparação para o desfile. Para dar conta da maratona de ensaios e garantir fôlego no Anhembi, a empresária apostou em uma rotina regrada.

Em entrevista exclusiva à Gazeta, a empresária, influenciadora e advogada Sávia David falou sobre a chegada à comunidade, a conexão com os integrantes da escola, os desafios do posto e o seu estilo de vida.

Para o Carnaval de 2026, a Estrela do Terceiro Milênio levará um tema poético e cultural para o Sambódromo do Anhembi. O enredo será: “Hoje a poesia vem ao nosso encontro: Paulo César Pinheiro, uma viagem pela vida e obra do poeta das canções”.

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“Se eu ficar só no palco, só na frente da bateria, cantando o samba, quem está lá embaixo na ala não está tendo essa conexão comigo. Agora, quando eu saio da minha zona de conforto e me coloco no mesmo patamar que eles, todos se sentem representados. Uma rainha de bateria não pode se dar o direito de errar. Uma palavra mal colocada vai reverberar muito”, reforça Sávia.

Responsabilidade do cargo 

A musa complementa ressaltando a importância do posto que ocupa.

“A rainha de bateria não é apenas um corpo. Não é só uma mulher que samba. A rainha de bateria é muito mais do que samba no pé. Ela está representando uma comunidade. Então, ela tem que saber como vai representar essa comunidade”, sinaliza.

À frente dos ritmistas da escola, Sávia explica que o posto pode ser ocupado por passistas da comunidade ou até por famosas, mas ressalta que é preciso preparo e estrutura.

“Eu acredito que tem espaço para todo mundo. Óbvio que as meninas da comunidade são e devem estar em um lugar de protagonismo. Elas pedem passagem. A questão é que não é só botar a menina da comunidade no posto. Ela vai ter condição financeira de arcar com os figurinos? Afinal, são ensaios técnicos, desfile oficial, apresentações na quadra. Ela terá um auxílio? Uma preparação para dar entrevistas? Então não é só pegar a menina e jogar ela lá. Precisa ter uma estrutura financeira e cultural”, complementa.

Esporte e preparação 

Na contagem regressiva para pisar no Anhembi, Sávia intensificou os treinos.

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“Eu não sou mais atleta de fisiculturismo desde a pandemia, mas virou meu estilo de vida. Porque, além de ex-atleta, eu também sou graduada em educação física. Desde que me entendo por gente, sempre fiz esportes. Isso faz parte do meu normal: acordar cedo, treinar, manter uma alimentação balanceada. Claro que perto do Carnaval a gente dá mais uma ajustada, ainda mais depois das festas de fim de ano”, brinca, aos risos.

Para encerrar, Sávia reforça o carinho e a acolhida que recebeu da comunidade. “Tenho um relacionamento bom com as passistas e com todos da comunidade. A gente está construindo algo que vai além de uma coroa. Ali, todo mundo está com o mesmo propósito: levar o campeonato para a escola”. 

Entrevista exclusiva 

A Gazeta intensificou, nos últimos meses, a produção de entrevistas especiais na preparação para o Carnaval 2026.

A reportagem reuniu Angelina Basílio, presidente da Rosas de Ouro, e Solange Cruz, presidente da Mocidade Alegre, em um bate-papo histórico.

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As dirigentes falaram sobre a forte amizade entre as duas, os preparativos para os desfiles, o enfrentamento ao preconceito e o universo do samba.