As últimas participações de Lionel Messi e Cristiano Ronaldo na história da Copa do Mundo na edição de 2026, serão de uma busca implacável por estatísticas que redefinem a história do esporte.
Convocados oficialmente por Argentina e Portugal para o torneio que começa em 11 de junho, os dois atacantes se preparam para disputar a competição pela sexta vez na carreira.
Enquanto o camisa 10 argentino persegue o posto de maior artilheiro de todos os tempos, o capitão português tenta se tornar o jogador mais velho a levantar a taça da FIFA.
A sexta Copa do Mundo do trio de veteranos
Entrar em campo na atual edição do torneio, sediado pelos Estados Unidos, México e Canadá, significa romper uma barreira de longevidade que resistia desde o século passado.
Desde as suas estreias na Alemanha, em 2006, os dois craques se mantiveram no topo do esporte por duas décadas ininterruptas.
Eles não estarão sozinhos neste feito. O goleiro mexicano Guillermo Ochoa também foi convocado para a sua sexta edição.
O trio deixa para trás nomes lendários que pararam na quinta participação, como o alemão Lothar Matthäus, o italiano Gianluigi Buffon e os mexicanos Antonio Carbajal, Rafa Márquez e Andrés Guardado.
Esta durabilidade física contraria a lógica do futebol moderno, marcado pelo desgaste extremo e calendários inchados.
O que falta para Lionel Messi no torneio
Com o título mundial conquistado no Catar em 2022, o craque do Inter Miami entra em campo sem o peso de um jejum de troféus. O seu alvo principal agora é o topo da artilharia histórica.
Com 13 gols marcados em suas cinco participações anteriores, ele precisa de apenas mais três bolas na rede para igualar o recorde absoluto, que pertence ao alemão Miroslav Klose.
Além dos gols, o argentino já é o detentor do recorde de mais jogos disputados na história do torneio.
Com o novo formato da competição, que agora conta com 48 seleções e uma fase extra de mata-mata, qualquer avanço da Argentina no campeonato permitirá que ele amplie essa marca para um número praticamente inalcançável nas próximas décadas.
Messi detém ainda outro recorde: é o único jogador a ter sido eleito o melhor jogador da Copa do Mundo (Bola de Ouro) em duas edições diferentes: 2014 e 2022. Na edição de 2026 há a chance de ampliar ainda mais este feito.
Os maiores artilheiros da história
- Miroslav Klose (Alemanha): 16 gols;
- Ronaldo (Brasil): 15 gols;
- Gerd Müller (Alemanha): 14 gols;
- Lionel Messi (Argentina): 13 gols;
- Just Fontaine (França): 13 gols.
Os jogadores com mais partidas
- Lionel Messi (Argentina): 26 jogos;
- Lothar Matthäus (Alemanha): 25 jogos;
- Miroslav Klose (Alemanha): 24 jogos;
- Paolo Maldini (Itália): 23 jogos;
- Cristiano Ronaldo (Portugal): 22 jogos.
O recorde físico de Cristiano Ronaldo
Aos 41 anos de idade, o atacante do Al-Nassr chega ao torneio com um objetivo coletivo e individual muito claro. Ele busca a taça inédita para Portugal, mas também corre contra o relógio biológico.
Se a seleção europeia vencer a grande final marcada para o dia 19 de julho, ele quebrará o recorde de campeão mais velho da história.
O português também detém uma marca exclusiva: é o único atleta a marcar gols em cinco edições diferentes do torneio.
Balançar as redes nos gramados norte-americanos significa estender esse feito para seis edições.
O principal tabu que ele tenta quebrar, no entanto, é o de nunca ter marcado um gol em fases eliminatórias do torneio, já que todos os seus tentos anteriores ocorreram na fase de grupos.
Os campeões mais velhos da história
- Dino Zoff (Itália): 40 anos e 133 dias (1982);
- Nilton Santos (Brasil): 37 anos e 32 dias (1962);
- Miroslav Klose (Alemanha): 36 anos e 34 dias (2014);
O recorde de edições com gols marcados
- Cristiano Ronaldo (Portugal): cinco edições (2006, 2010, 2014, 2018, 2022);
- Lionel Messi (Argentina): quatro edições (2006, 2014, 2018, 2022);
- Pelé (Brasil): quatro edições (1958, 1962, 1966, 1970);
- Uwe Seeler (Alemanha): quatro edições (1958, 1962, 1966, 1970);
- Miroslav Klose (Alemanha): quatro edições (2002, 2006, 2010, 2014).
A presença destas lendas nesta edição do torneio encerra o ciclo mais dominante da história do esporte.
As estatísticas que eles podem registrar nas próximas semanas devem permanecer no topo do almanaque do futebol mundial por gerações.



