Nesta quarta-feira (22), a Comissão de Defesa do Consumidor, em conjunto com a Comissão de Minas e Energia, adiou a audiência pública para cobrar explicações da Enel após o presidente nacional da concessionária, Nicola Cotugno, faltar. O encontro aconteceria depois de São Paulo passar por um severo apagão no início do mês de novembro.
“Mesmo com todo o caos que foi o apagão em São Paulo, o presidente nacional da Enel não compareceu hoje na Audiência Pública na Câmara para se explicar. Descaso com o povo brasileiro. A Audiência foi adiada e assinamos o requerimento de CPI para investigar a atuação da empresa. Não adianta fugir! Terão que se explicar”, declarou o deputado Ivan Valente (PSOL-SP), um dos deputados autores do requerimento da Audiência.
Entenda o caso
Depois de uma forte tempestade que atingiu a maior metrópole do País, São Paulo, no início de novembro, mais de duas milhões de pessoas ficaram sem energia. Grande parte só teve a energia restabelecida cerca de uma semana depois.
A concessionária Enel atua em 23 municípios da região metropolitana e na capital paulista. Entre os principais atingidos estão os estudantes que prestaram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Entre eles, alguns não conseguiram realizar a prova. O governo reagendou nesses casos.
Mesmo em o fenômeno ter sido causado por causas naturais, o deputado Ivan Valente lembra da essencialidade do fornecimento de energia elétrica.
“O monitoramento de órgãos de meteorologia, que fazem previsões sobre eventos climáticos severos e seus possíveis impactos sobre as cidades, permite ao governo acionar equipes para restabelecer os serviços essenciais e de forma célere”, afirmou Valente.
A audiência é uma iniciativa das comissões de Minas e Energia e de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados. Foram convidados gestores federais e estaduais para explicarem a interrupção da distribuição de energia elétrica no estado de São Paulo no último dia 3 de novembro.
Além de Ivan Valente, assinam o requerimento os deputados Rodrigo de Castro (UNIÃO-MG) e Arnaldo Jardim (Cidadania-SP). Os deputados que assinaram o requerimento acreditam que a empresa precisa rever número de funcionários da concessionária e protocolos.
