4 dos 100 museus mais visitados do mundo ficam no Brasil, revela ranking

Levantamento internacional destaca espaços culturais do país entre os mais procurados do planeta

São Paulo, Rio e Belo Horizonte colocam o Brasil no mapa global da arte

São Paulo, Rio e Belo Horizonte colocam o Brasil no mapa global da arte | Divulgação/MASP

O Brasil voltou a chamar atenção no cenário cultural global, desta vez com museus entre os mais visitados do mundo. Um novo ranking internacional revela números surpreendentes e aponta mudanças no comportamento do público.

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Os dados, divulgados pelo jornal The Art Newspaper, mostram que quatro instituições brasileiras figuram entre as 100 mais visitadas em 2025. A presença reforça o interesse crescente por experiências culturais no País.

Além disso, os números indicam tendências importantes, como retomada de público, impacto de exposições e expansão de espaços. O resultado pode surpreender até quem acompanha o setor de perto.

MASP lidera presença brasileira no ranking

O destaque nacional ficou com o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand. O espaço aparece entre os mais visitados do mundo após registrar crescimento de 106% de visitação em relação a 2024.

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Com mais de um milhão de visitantes anuais, o museu avançou posições e consolidou sua relevância internacional, ocupando o 64º lugar no ranking. O aumento foi impulsionado por novidades que chamaram a atenção do público.

Entre elas, a inauguração de um novo edifício e uma exposição dedicada a Claude Monet. A mostra, sozinha, levou centenas de milhares de pessoas ao local, reforçando o poder das grandes atrações.

MASP é o museu mais visitado do BrasilMASP é o museu mais visitado do Brasil (Foto: Divulgação/MASP)

Centros culturais mantêm fluxo constante

Logo atrás, o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) do Rio de Janeiro também garantiu espaço no ranking global, ocupando a 67ª posição. Mesmo com leve queda no número de visitantes, cerca de 8% comparando com 2024, o local segue como referência nacional.

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Instalado em um prédio histórico, o espaço mantém presença constante na lista desde 2011. Isso ajuda a consolidar o Rio como um dos polos culturais mais movimentados do mundo.

Em Belo Horizonte, outra unidade do CCBB apresentou crescimento de 8% e também apareceu no levantamento, no 69º lugar. O desempenho reforça o papel das exposições itinerantes na atração de público.

Pinacoteca e a força da arte brasileira

A Pinacoteca de São Paulo completa a lista de representantes do país, na 94ª posição. O museu, que é o mais antigo de artes plásticas de São Paulo, registrou leve alta na visitação e manteve sua relevância no circuito cultural.

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Com acervo focado na produção brasileira, o espaço reúne obras de nomes consagrados. Isso contribui para manter o interesse constante de visitantes ao longo do ano.

Além disso, a diversidade de exposições e a localização estratégica ajudam a atrair públicos variados, desde turistas até moradores da cidade.

Pinacoteca é o último museu brasileiro da lista, ocupando a 94ª posiçãoPinacoteca é o último museu brasileiro da lista, ocupando a 94ª posição (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

Museus mais visitados do mundo

Apesar do avanço brasileiro, os primeiros lugares continuam concentrados em grandes instituições internacionais, principalmente na Europa e nos Estados Unidos. Veja as primeiras posições:

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  1. Museu do Louvre (Paris, França) – 9.046.000 visitantes
  2. Museus do Vaticano (Vaticano) – 6.933.822 visitantes
  3. Museu Nacional da Coreia (Seul, Coreia do Sul) – 6.507.483 visitantes
  4. Museu Britânico (Londres, Reino Unido) – 6.440.120 visitantes
  5. Metropolitan Museum of Art (Nova York, Estados Unidos)  – 5.984.091 visitantes
  6. Museu Russo (São Petersburgo, Rússia) – 5.087.276 visitantes
  7. Museu Nacional de Antropologia (Cidade do México, México) – 5.048.893 visitantes
  8. Shanghai Museum; campus leste (Xangai, China) – 4.593.216 visitantes
  9. Tate Modern (Londres, Reino Unido) – 4.514.266 visitantes
  10. National Gallery (Londres, Reino Unido) – 4.147.544 visitantes

Como o ranking mede a visitação

O levantamento considera dados fornecidos pelas próprias instituições, com base em diferentes métodos de contagem. Entre eles estão bilheteria, sensores e estimativas manuais.

Os números refletem o total de pessoas que passaram fisicamente pelos espaços ao longo de 2025. Isso inclui visitantes de exposições, eventos e atividades culturais.

Com isso, o ranking oferece um panorama detalhado sobre o comportamento do público e o impacto das programações culturais ao redor do mundo.