Casos de Parkinson crescem 246%; descubra os tratamentos mais inovadores

Tecnologias como o DBS e o HIFU oferecem esperança diante do avanço da doença em uma população mais longeva

Os músculos faciais de pessoas com Parkinson podem não se mexer como deveriam por conta da falta de estímulos

Os músculos faciais de pessoas com Parkinson podem não se mexer como deveriam por conta da falta de estímulos | Sabinevanerp | Pixabay

São Paulo observou um crescimento de 246% no número de casos de Parkinson. Segundo a Secretária Municipal da Saúde, foram 1.304 em 2021, contra 4.520 em 2024. O aumento se deve principalmente ao envelhecimento da população. 

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Para enfrentar esse cenário, dois tratamentos se destacam, DBS e HIFU. Enquanto um modifica os neurônios por sinais elétricos, o outro usa o calor. A seguir, entenda melhor a doença e como a medicina tem alcançado resultados surpreendentes com esses tratamentos.

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O que é Parkinson?

A Doença de Parkinson é uma síndrome composta pela lentidão de movimento e tremor de repouso, quando o corpo está relaxado. Ela é causada pela degeneração dos neurônios em uma área do cérebro chamada substância negra, onde se produz dopamina. 

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Esse neurotransmissor é responsável pela sensação de prazer e coordenação motora. Quando o corpo produz menos dopamina, inicia o quadro de rigidez e trepidações. A síndrome é degenerativa e não tem cura.

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No caso de pessoas com Parkinson avançado – pacientes que não respondem bem à medicação -, dois tratamentos são os mais tecnológicos no Brasil, o DBS (Estimulação Cerebral Profunda) e o HIFU (Ultrassom Focalizado de Alta Intensidade).

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Ambos transformam a vida das pessoas. Descubra mais sobre os dois métodos a seguir. 

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DBS

O neurologista do Hospital das Clínicas Thiago Guimarães explica que, essa tecnologia estimula a forma como o cérebro processa o sinal dopaminérgico. Ou seja, faz o mesmo que os medicamentos para Parkinson, mas de forma elétrica.

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O fármaco mais conhecido é o Levodopa, que apesar de ser usado para a maioria dos casos, precisa de um tratamento complementar nos pacientes em estágio avançado. 

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“Um sinal comum a todos os casos [de pacientes em estado avançado] que precisam de tratamento alternativo, é a resposta ruim à Levodopa”, explica o dr. Thiago.

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Quando o medicamento tem baixo efeito e o paciente apresenta flutuação motora – hora está bem e outra não -, o DBS entra em ação. Esse procedimento implanta eletrodos no cérebro para enviar sinais elétricos a áreas danificadas. 

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Depois, um dispositivo similar a um marca-passo envia os sinais para o encéfalo, que proporciona alívio e diminuição nos principais sintomas do Parkinson. 

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HIFU

Enquanto o DBS tem a função de melhorar os sintomas motores como um todo, o HIFU é usado principalmente para pessoas com tremor refratário – que não responde bem a medicamentos e a tecnologia anterior. 

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Diferente do DBS, esse método não precisa fazer uma cirurgia invasiva. Ondas de ultrassom geram calor em pontos profundos e específicos do cérebro, que modificam as áreas responsáveis pelos tremores. 

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“[O tratamento] consegue simular a lesão antes de fazer a definitiva. Primeiro, ele aquece a região e vê se o tremor melhorou. Caso tenha tido um bom resultado clínico e nenhum efeito colateral, a intensidade aumenta e se faz a lesão definitiva”, esclarece Thiago.

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O HIFU foi autorizado pela primeira vez para o tratamento da Doença de Parkinson em março de 2025, pelo Hospital Israelita Albert Einstein. O procedimento não usa anestesia geral e dura cerca de duas horas. 

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Existem outras opções de tratamento?

Os neurologistas defendem que a prática regular de exercícios físicos é fundamental na qualidade de vida dessas pessoas. 
 
“Atividade física frequente de moderada e alta intensidade, é indispensável para uma boa evolução dos pacientes com a doença. Pois o sedentarismo pode contribuir para a depressão e mau controle dos sintomas motores”, afirma a dra. Isabela Ferreira, neurologista do Hospital Albert Einstein. 

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Portanto, o exercício físico ajuda a retardar a progressão da doença, melhora a função motora, reduz a rigidez muscular, tremores e a lentidão dos movimentos. Além de combater a depressão, que é comum em pessoas com Parkinson. 

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Típico em pessoas da terceira idade, o Parkinson deve aumentar por causa do envelhecimento da população. De acordo com o IBGE, no Brasil, a tendência é que mais de 75 milhões de pessoas sejam idosas até 2070.

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Por isso, novas tecnologias recebem atenção de médicos e pacientes, melhorando a vida das pessoas diagnosticadas. Para receber o diagnóstico da Doença de Parkinson, é necessário fazer uma avaliação com um neurologista.