Caverna no deserto da Arábia guarda múmias raras de grandes felinos

Achado em caverna na Arábia Saudita surpreende cientistas pela preservação rara de grandes felinos

Múmias de guepardos encontradas em região remota levantam novas hipóteses sobre preservação natural

Múmias de guepardos encontradas em região remota levantam novas hipóteses sobre preservação natural | Pexels

Uma descoberta feita em um dos ambientes mais áridos do planeta está chamando a atenção da comunidade científica internacional.

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Pesquisadores encontraram, no interior de uma caverna remota no norte da Arábia Saudita, uma coleção rara de animais mumificados em surpreendente estado de preservação.

O achado ocorreu próximo à cidade de Arar, em uma região pouco explorada do deserto da Arábia. A descoberta foi publicada na revista Nature.

O local, isolado e de difícil acesso, revelou evidências que desafiam o que se conhece sobre preservação natural de grandes mamíferos ao longo da história, como ocorre em ambientes extremos semelhantes à Costa dos Esqueletos, maior cemitério à beira-mar do mundo.

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Um achado que foge do comum

Dentro da caverna, a equipe identificou sete múmias de guepardo praticamente intactas, além de ossos pertencentes a outros 54 indivíduos da mesma espécie.

As análises indicam que os restos esqueléticos mais antigos têm cerca de 4 mil anos.

Já os animais mumificados datam de períodos que variam entre aproximadamente 130 e 1.870 anos.

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Segundo a especialista independente Joan Madurell-Malapeira, trata-se de um achado fora do padrão científico conhecido.

Ela afirmou nunca ter visto uma preservação tão extensa e bem conservada de felinos de grande porte em um único local, o que amplia o interesse internacional sobre a descoberta.

Como ocorreu a mumificação?

Os cientistas ainda não sabem exatamente como os guepardos foram mumificados, mas levantam hipóteses baseadas nas características naturais da caverna.

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De acordo com os pesquisadores, o clima extremamente seco e as temperaturas estáveis do ambiente podem ter sido decisivos para a conservação dos corpos ao longo dos séculos, fenômeno observado também em outros achados científicos raros, como as pegadas de dinossauro com 90 milhões de anos encontradas no interior de São Paulo.

Para que a preservação fosse possível, as carcaças também precisariam ter sido protegidas de animais necrófagos, como aves e hienas.

Esse conjunto de condições torna o achado ainda mais incomum.

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Um possível refúgio ancestral

Agora, os pesquisadores tentam entender por que tantos guepardos estavam reunidos no mesmo local. Uma das hipóteses é que a caverna tenha funcionado como um refúgio natural.

O espaço pode ter sido usado por fêmeas para dar à luz e criar seus filhotes longe de ameaças externas, o que ajuda a explicar a concentração elevada de indivíduos em um único ponto do deserto.