Cidade de São Paulo tem parque com cachoeira; conheça

Criado em 1963, o espaço possui mais de 7,9 mil hectares e é uma unidade de conservação

Parque Estadual da Cantareira, em São Paulo

O Parque Estadual da Cantareira (também conhecido como Floresta da Cantareira) tem um pedaço da Mata Atlântica em SP | Divulgação/SEMIL

Entre as inúmeras atrações presentes na capital paulista, as que são naturais, ou seja, proporcionam um maior contato com a natureza, costumam ter mais destaque.

Entre elas, na zona norte da cidade, existe uma área preservada de Mata Atlântica e com cachoeira, chamada de Floresta da Cantareira ou Parque Estadual da Cantareira. Conheça mais sobre o local abaixo.

O que é a Floresta da Cantareira?

O Parque Estadual da Cantareira (também conhecido como Floresta da Cantareira) é uma Unidade de Conservação de Proteção Integral paulista que abrange parte da Serra da Cantareira.

Criado em 1963, o espaço possui uma área de 7.916,52 hectares, dividido em quatro núcleos, que abrangem os municípios de São Paulo, Guarulhos, Mairiporã e Caieiras.

Sua maior parte territorial está localizada na zona norte de São Paulo, sendo um importante remanescente da Mata Atlântica na metrópole, além de possuir uma relevância ecológica enorme para o Estado.

O parque ainda foi declarado parte da Reserva da Biosfera do Cinturão Verde da cidade de São Paulo pela UNESCO em 1994.

É considerada uma das maiores florestas urbanas do mundo, abrigando em seu entorno uma alta densidade demográfica.

Fauna e flora

A floresta abriga uma linda fauna de cerca 388 espécies de vertebrados e 478 de invertebrados.

Sua flora conta com espécies como cabuçu, jequitibá, juçara, cedro, xaxim, bromélia – típicas da floresta atlântica, com o total de 678 espécies, muitas delas ameaçadas de extinção.

    Núcleo do Engordador – oportunidade de trilhas

    O Engordador, um dos quatro núcleos do local, fica no bairro do Tremembé e tem três trilhas: a do Macuco, a de mountain bike e a da Cachoeira.

    Todas as opções de caminhadas são de baixa dificuldade e por terreno natural. A da Cachoeira, por exemplo, é autoguiada, tem três quilômetros de extensão e dura cerca de 1h30, entre ida e volta.

    • Trilha da Cachoeira: com 6 500 metros;
    • Trilha do Macuco: com 700 metros de percurso leve;
    • Trilha de Mountain Bike: com 1 400 metros de percurso variando de leve a íngreme.

    Núcleo Pedra Grande

    O núcleo mais visitado do parque e também o mais antigo é o da Pedra Grande, aberto à visitação no ano de 1989. O local oferece ao público um contato direto com a Mata Atlântica mesmo estando perto da Praça da Sé. Destaca-se o contraste do natural com o urbano.

    Possui quatro trilhas:

    • Trilha das Figueiras: com 1 200 metros de percurso variando de suave a íngreme;
    • Trilha da Bica: com 1 500 metros de percurso suave;
    • Trilha da Pedra Grande: com 9 500 metros de percurso íngreme;
    • Trilha do Bugio: com 330 metros de percurso suave.

    Núcleo Águas Claras

    Já o Núcleo Águas Claras, localizado no município de Mairiporã, é um setor mais voltado para a educação ambiental (com foco na preservação dos rios).

    Foi aberto ao público no ano de 2000 e conta com aproximadamente 80% de sua área total decretada como Área de Proteção aos Mananciais. Nele, podem ser aproveitadas cinco trilhas:

    • Trilha das Águas Claras: com cerca de 700 metros.
    • Trilha da Samambaia-açu: com percurso de 1 250 metros por uma alameda de samambaias de até 2,5 metros de altura;
    • Trilha das Araucárias: com 1 250 metros toda ladeada de Araucárias;
    • Trilha da Suçuarana: com trajeto de 1 200 metros;
    • Trilha do Pinheirinho: uma trilha bem longa, bastante praticada por veículos Off-Road.

    Núcleo Cabuçu

    O núcleo Cabuçu, que fica no município de Guarulhos, é o mais novo de todos. Foi aberto para visitação em 2008 e conta com cerca de 1/3 da área do parque (ou 1.619,4 hectares).

    Nele, podem ser feitas cinco trilhas:

    • Trilha do sagui: quase 730 metros de trilha. Ali. pode ser observado um antigo forno para produção de carvão vegetal e cursos de água ao longo do percurso;
    • Trilha da cachoeira: com 5.200 metros em um percurso muitas vezes íngreme. Ao final do trajeto, há uma cachoeira.
    • Trilha da jaguatirica: com mil metros com a presença de uma vegetação exótica, como pinheiros e o bambu. É muito procurada em excursões de educação ambiental.
    • Trilha do tapiti: com 250 metros de muita presença da espécie araucária e da espécie cabuçu, espécie que dá nome ao núcleo.