É comum dar docinhos ou biscoitos para seus cachorrinhos após eles aprenderem algo, como um reforço, mas essa lógica parece também caber aos seres humanos. Um material recente mapeou o efeito da recompensa doce após uma sessão de estudos e chegou a resultados positivos.
Em testes laboratoriais, moscas-da-fruta que foram submetidas a um aprendizado e recompensadas logo depois, tiveram maior fixação do conteúdo passado. As causas podem apontar que o cérebro necessita dessa reserva energética para fixar o conhecimento.
Achados do estudo
Trabalho publicado na revista Nature analisou o que acontece após sessões espaçadas de aprendizado, aquelas em que o conteúdo é retomado em blocos, com intervalos. Um formato já conhecido por favorecer a retenção de longo prazo.
Nos experimentos, as moscas passaram por um treino aversivo e, depois disso, entraram em uma espécie de janela biológica mais sensível ao açúcar. Quando havia ingestão nesse período, o cérebro ativava sinais ligados à consolidação da memória.
Estruturas cerebrais, como o hipocampo e o neocórtex, são responsáveis pela fixação das memórias em humanos (Foto: Henry Vandyke Carter / Wikimedia Commons)Os autores descrevem um mecanismo envolvendo neurônios que detectam frutose, um dos principais tipos de açúcar. Ou seja, é como se o cérebro passasse a reconhecer que havia energia disponível para transformar a experiência recente em lembrança mais estável. De forma semelhante aos músculos, que precisam de proteínas para criar nova musculatura (hipertrofia) e registrar efetivamente o resultado do treino.
Cuidados para fixar o conhecimento
Além da nutrição, o sono é crucial para a fixação do aprendizado. Durante as fases mais profundas do sono, o cérebro é capaz de “processar os dados” coletadas ao longo do dia e assim registrar as memórias de longo prazo.
Dessa forma, não cumprir a quantidade necessária de sono diária pode comprometer diversas funções vitais. Uma revisão e meta-análise publicada em 2024, com 39 estudos em humanos, mostrou que dormir pouco prejudica tanto a codificação quanto a consolidação da memória.






