Cidade Zigurats: o vilarejo do ET Bilu no Mato Grosso do Sul que desafia a ciência e usa criptomoeda própria

Localizada em Corguinho, a comunidade isolada aposta em arquitetura peculiar, tecnologia blockchain e teorias polêmicas para criar um ecossistema independente

Cidade Zigurats

Os moradores vivem em casas circulares e estruturas cilíndricas com telhados em formato de cúpula, projetadas para resistir a intempéries/Reprodução/Redes Sociais

No coração do Mato Grosso do Sul, a cerca de 100 quilômetros de Campo Grande, ergue-se um lugar que desafia as convenções da vida moderna. A Cidade Zigurats, encravada no município de Corguinho, atrai olhares não apenas por suas construções exóticas, mas pelo conjunto de histórias fantásticas e polêmicas que cercam sua fundação.

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Embora o nome remeta aos antigos templos sumérios, o vilarejo funciona hoje como um centro de pesquisas e um experimento de autossustentabilidade econômica.

A mente por trás do da Cidade Zigurats e a Dakila Pesquisas

A associação Dakila Pesquisas estabeleceu a comunidade no início do século 21, posicionando o local como um “Think Tank” voltado para inovação e ciência.

O ufólogo Urandir Fernandes, fundador da iniciativa, lidera os “buscadores de conhecimento” em uma jornada que mistura observação astronômica com teorias alternativas.

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Urandir desenhou a cidade para ser um refúgio tecnológico e, segundo os moradores, um porto seguro para eventos futuros.

O fenômeno do ‘ET Bilu’ e o mistério de Ratanabá

A fama nacional atingiu o vilarejo pela primeira vez em 2010. Naquele ano, Urandir Fernandes apresentou ao Brasil o ET Bilu, um suposto extraterrestre que recomendava a todos: “busquem conhecimento”.

Apesar de o caso ter virado piada na internet, a comunidade acolheu o bordão como filosofia de vida.

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Além disso, a Dakila Pesquisas sustenta a polêmica teoria de Ratanabá, uma suposta metrópole perdida na Amazônia que teria existido há 450 milhões de anos.

No entanto, cientistas e arqueólogos refutam a ideia, já que não existem registros de presença humana tão remotos. O grupo também defende a tese da “Terra Convexa”, desafiando o consenso científico sobre o formato do planeta.

Arquitetura contra o apocalipse e criptomoedas

A paisagem urbana de Zigurats rompe com o tradicional. Os moradores vivem em casas circulares e estruturas cilíndricas com telhados em formato de cúpula, projetadas para resistir a intempéries.

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Atualmente, a comunidade constrói um sistema de passagens subterrâneas que servirá de defesa e estoque de alimentos em um eventual cenário de colapso global.

Para garantir a independência financeira, a cidade criou sua própria criptomoeda, que vale aproximadamente R$ 13.

A tecnologia blockchain sustenta esse ecossistema, permitindo que empreendedores locais e parceiros em um raio de 200 km comercializem produtos como água mineral e argila medicinal.

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Desta forma, Zigurats busca consolidar uma economia digital independente de subsídios públicos.

Como visitar o vilarejo

Os curiosos que desejam conhecer de perto as construções e o observatório astronômico precisam realizar um agendamento prévio.

O trajeto a partir da capital sul-mato-grossense leva cerca de 2h30 e inclui trechos de estrada de terra, reforçando o caráter de isolamento e exclusividade que a comunidade preserva há quase três décadas.

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Partindo de carro da capital paulista, a viagem leva cerca de 16 horas. Também é possível pegar um voo saindo do Aeroporto de Congonhas (CGH) ou Guarulhos (GRU) com destino ao Aeroporto Internacional de Campo Grande (CGR). O voo dura cerca de 1h40.