Cientistas criam novo cilindro com esferas de aço que protege prédios contra terremotos

Método garante proteção mesmo em casos de falta de energia elétrica

Tecnologia inovadora promete revolucionar a segurança de grandes infraestruturas

Tecnologia inovadora promete revolucionar a segurança de grandes infraestruturas | Jensaber/Pexels

Cientistas da Universidade de Sharjah, nos Emirados Árabes Unidos, desenvolveram uma tecnologia inovadora que promete revolucionar a segurança de grandes infraestruturas.

Continua após a publicidade

Trata-se de um dispositivo mecânico capaz de dissipar vibrações estruturais causadas por terremotos, ventos fortes e até atividades industriais, utilizando um sistema simples, porém altamente eficiente, de cilindros e esferas de aço.

Como funciona o ‘escudo’ contra tremores

O dispositivo, patenteado nos Estados Unidos em dezembro de 2025, consiste em um cilindro oco preenchido com esferas maciças de aço. No centro, um eixo com hastes radiais, que lembram galhos de uma árvore, movimenta-se entre as esferas durante uma vibração.

Esse movimento gera um atrito intenso e controlado, que atua como um amortecedor, absorvendo cerca de 14% da energia gerada pelo impacto.

Continua após a publicidade

O grande diferencial é que o sistema é totalmente passivo: ele funciona apenas com princípios físicos de fricção, garantindo proteção mesmo em casos de falta de energia elétrica — uma situação comum durante grandes desastres.

Vantagens: manutenção simplificada e baixo custo

Diferente dos amortecedores hidráulicos tradicionais, que podem sofrer vazamentos ou danos permanentes após um único evento severo, a nova tecnologia foi projetada para ser modular.

  • Reparo pontual: cada componente pode ser removido e substituído individualmente;
  • Autoajuste: o equipamento retorna automaticamente à posição original após o fim dos tremores;
  • Acessibilidade: por utilizar materiais simples e ser de fácil montagem, a solução é ideal para países em desenvolvimento que buscam proteger construções antigas ou novas sem custos exorbitantes.

Proteção futura

Além de edifícios e pontes, o professor Moussa Leblouba, líder da pesquisa, aponta que o sistema pode proteger torres de comunicação, aeronaves, navios e até equipamentos militares sensíveis a choques.

Continua após a publicidade

Após o sucesso nos testes iniciais, a próxima fase do projeto envolve simulações em mesas vibratórias de grande escala para avaliar o comportamento do dispositivo diante de desastres reais simulados. Se os resultados se confirmarem, essa tecnologia poderá se tornar um padrão global para aumentar a resiliência urbana frente a eventos climáticos e geológicos extremos.