Por que coçar é ‘viciante’? Cientistas descobrem o mecanismo que faz o corpo parar

Pesquisadores identificaram um mecanismo cerebral que envia ao corpo o sinal para interromper a coceira

Estudo descobriu proteína que funciona como um "freio natural" da coceira no cérebro

Estudo descobriu proteína que funciona como um "freio natural" da coceira no cérebro | Pexels

Uma descoberta feita por cientistas pode mudar a forma como a medicina entende a coceira crônica. Pesquisadores identificaram um mecanismo no cérebro que funciona como um “freio natural” do corpo, avisando quando é hora de parar de se coçar

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O estudo aponta que uma proteína chamada TRPV4 é responsável por enviar esse sinal de alívio ao sistema nervoso, abrindo caminho para novos tratamentos contra doenças como dermatite e psoríase.

Os cientistas acreditam que futuras medicações poderão agir diretamente nesse mecanismo cerebral, controlando a coceira sem comprometer outras funções do corpo. Isso poderia tornar os tratamentos mais eficazes e reduzir efeitos colaterais comuns em remédios atuais.

Qual foi a descoberta?

Segundo os pesquisadores, o TRPV4 está presente em neurônios ligados ao tato e à percepção de estímulos na pele. Ele age como um canal de comunicação entre a pele, os nervos e o cérebro, ajudando o organismo a interpretar quando a coceira acabou.

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Cientistas acreditam que a descoberta pode levar a tratamentos mais eficazes contra coceira crônicaCientistas acreditam que a descoberta pode levar a tratamentos mais eficazes contra coceira crônica (Foto: Pexels)

Os pesquisadores explicam que a coceira funciona como um ciclo. A irritação gera vontade de coçar, o ato de coçar produz um pequeno alívio e o cérebro entende que o problema foi resolvido. O TRPV4 funciona para  transmitir e dar o “sinal de missão cumprida”.

Os cientistas acreditam que futuras medicações poderão agir diretamente nesse mecanismo cerebral, controlando a coceira sem comprometer outras funções do corpo. Isso poderia tornar os tratamentos mais eficazes e reduzir efeitos colaterais comuns em remédios atuais.

Testes feitos

Para entender melhor esse mecanismo, os cientistas fizeram testes com camundongos geneticamente modificados, que não possuíam o TRPV4 em determinados neurônios.

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O resultado chamou atenção pois os animais se coçavam menos vezes, mas cada vez durava mais tempo. Isso mostrou que, sem a proteína, o cérebro perde a capacidade de saber o momento de parar de coçar.

Além do avanço médico, a pesquisa também ajuda a explicar por que coçar pode parecer tão “viciante”. O cérebro recebe uma sensação momentânea de alívio, mas depende desse sistema de freio para entender quando parar.