Toda morte pode ser um novo começo. A milhares de anos-luz da Terra, o fim de duas estrelas transformou-se em um laboratório natural para astrônomos que tentam comprovar previsões feitas por Albert Einstein no início do século passado.
Embora esses sistemas sejam conhecidos há décadas, apenas a tecnologia atual permite observar seus movimentos com precisão suficiente. Atualmente, um sistema específico tornou-se o foco de um estudo publicado na revista Astronomy & Astrophysics.
A morte das estrelas
O sistema, chamado ZTFJ2130, difere do nosso Sistema Solar por ser composto por duas estrelas e por estar em seus estágios finais de vida. Ele é formado por uma anã branca e uma subanã quente, estrelas que já não possuem combustível para sustentar reações nucleares em seus núcleos.
Com o avanço da deterioração, a subanã começa a transferir matéria para a estrela vizinha. A interação gravitacional entre ambas provoca deformações em suas estruturas e gera ondas gravitacionais extremamente sutis que se espalham pelo universo.
A teoria de Einstein
Segundo o físico, sistemas como esse perdem energia gradualmente por meio da emissão dessas ondas, fazendo com que as estrelas se aproximem lentamente ao longo do tempo. Essa previsão, feita há mais de 100 anos, agora pode ser testada com observações diretas.
Usando telescópios na Alemanha e na Espanha, cientistas mediram variações mínimas na velocidade dos astros, da ordem de trilionésimos de segundo por segundo. Apesar de quase imperceptíveis, os valores observados são consistentes com a teoria da relatividade.
Os pesquisadores destacam que os dados ainda precisam passar por revisões independentes e análises adicionais. Mesmo assim, o estudo reforça como observações astronômicas seguem essenciais para testar teorias que moldaram a ciência moderna.


