Assim como alguns seres humanos se notabilizaram por feitos históricos ou pioneiros, os pets também possuem seus destaques individuais. Veja fotos de alguns deles:
De cinema ao esporte, alguns cães se tornaram grandes figuras mundiais.
Além de serem animais queridos e populares, descubra quais entraram para a história de um modo ainda mais incrível.
Laika – a cadela astronauta
Em 1957, o primeiro-ministro soviético Nikita Khrushchev queria celebrar os 40 anos da revolução comunista com um feito surreal: enviar um cachorro à órbita da Terra para testar como um ser vivo reagiria com a gravidade zero.
Laika – uma mescla de husky com vira-lata, muito esperta, foi a escolhida. Ela pesava 6 kg e teve de se acomodar numa cápsula do tamanho de uma máquina de lavar.
Lá dentro, havia um alimentador automático que liberava ração à cadelinha. Laika tinha sensores no corpo para medir os sinais vitais. Mesmo com alguns jornais confirmando a saúde do animal alguns dias após o lançamento, uma semana após o início da missão, sua morte foi confirmada.
Nos anos 2000, alguns integrantes do projeto revelaram que a cadela aguentou apenas cinco horas e que eles sabiam que não seria possível trazê-la de volta. O barulho e o calor da cápsula fizeram o coração de Laika disparar. Ela morreu após atingir a atmosfera.
Pickles – o herói da Julius Rimet
Este cão ficou marcado como um herói no mundo do esporte. Em 1966, pela primeira vez, foi roubada a Taça Jules Rimet (a mesma que roubada novamente no Brasil em 1983), em Londres. Os detetives e investigadores mais requisitos foram acionados, mas ninguém conseguiu encontrá-la.
Cerca de uma semana depois, um carteiro saiu para caminhar acompanhado de seu cachorro, chamado de Pickles, quando o animal avistou um lugar e começou a cavar sem parar, ignorando os chamados do dono.
Ao se aproximar, o dono percebeu que o cão cheirava freneticamente um objeto embrulhado em folhas de jornal. Quando o carteiro desembrulhou o objeto, curioso para saber o que mantinha o cão tão entretido, viu a inscrição no metal dos nomes Uruguai, Brasil e Alemanha. Era a taça perdida.
A celebração da recuperação da taça foi tão grande que o cachorro se tornou uma celebridade, com filme e até participação em programas de TV.
Snuppy – o primeiro cão clonado
Snuppy, que era uma sigla para “Seoul National University Puppy”, foi um cão sul-coreano de raça galgo afegão, que entrou para a história como o primeiro cachorro clonado do mundo, em 2005.
As cadelas costumam produzir muitos óvulos que ainda não estão prontos para gerar um filhote. No caso de Snuppy, foram 1.095 embriões para conseguir apenas três gestações. E só Snuppy e outro vingaram. Porem, sua dupla, chamada de NT-2, morreu de pneumonia aos 22 dias.
O DNA de Snuppy era idêntico ao de seu pai, Tai. O sucesso foi tão grande que bastou que o genitor doasse células da orelha para a empreitada. Já a mãe, uma labrador caramelo, serviu exclusivamente de hospedeira, sem influenciar na genética do cão.
Snuppy viveu por 10 anos uma vida saudável, e teve nove filhotes. Faleceu em maio de 2015.
Lassie – o sucesso das telinhas
A cachorrinha Lassie só existiu na literatura, na TV e no cinema, mas foi um sucesso mundial. Sucesso com os livros dos anos de 1930, a cadelinha ganhou uma longa e memorável série (de 19 temporadas) e até filmes.
Um dos fatos curiosos a respeito da personagem é que, na vida real, “Lassie”, na verdade, era um cachorro macho, chamado Pal. O cachorro atuou por cinco anos, deixando como substitutos seus descendentes – todos eles machos.
Durante as produções, o cachorro recebia cerca de 250 dólares, enquanto pelo papel da garota de 11 anos, Elizabeth Taylor recebia “apenas” 100.
Messi – o cachorro presente no Oscar
No Oscar de 2024, uma figura roubou a cena: um cachorro da raça Border Collie, que interpretou Snoop no filme “Anatomia de Uma Queda”. Mesmo sem indicação ao troféu, o cão viralizou ao bater palmas para os vencedores, além de ter sido muito elogiado pela sua atuação no longa.
Sua presença incomodou algumas pessoas do alto escalão de Hollywood, que criticaram o convite ao animal, o que seria uma “banalização” do evento. Fato é que Messi esteve lá e fez história.
Hachiko – a emoção de ‘Sempre ao Seu Lado’
Quem já se emocionou assistindo ao filme “Sempre ao Seu Lado”, conhece muito bem a história deste cão, da raça akita.
Nos anos 1920, ele o cão do professor Hidesaburō Ueno. Muito leal e companheiro, o animal acompanhava todo dia o dono, de sua casa até a estação de trem, e o esperava até retornar do trabalho para acompanhá-lo de volta para casa.
Contudo, certo dia no trabalho Ueno teve um AVC e morreu. Sendo assim, ele nunca mais retornou para a estação. Hachiko, então, foi viver com os pais do dono na capital japonesa Tóquio, mas constantemente fugia e ia de volta à estação para esperar o seu verdadeiro dono.
O antigo jardineiro de Hidesaburō, que conhecia o animal desde filhote, então recebeu o cão, e passou a observar que todos os dias ele ia até a estação esperar seu dono, atitude que Hachiko fez rotineiramente até o dia de sua morte.
Por sua fidelidade, o cachorro ficou famoso no Japão inteiro (e posteriormente no mundo), ganhando uma estátua de bronze em sua homenagem, na estação de Shibuya.






