Enquanto Greta Thunberg se tornou um dos rostos mais conhecidos da luta contra as mudanças climáticas, outra integrante da família começa a despertar curiosidade. Aos 20 anos, Beata Monalisa aposta na música e em uma imagem completamente diferente da irmã mais velha.
A jovem sueca concedeu uma entrevista à revista Interview Magazine e abriu detalhes sobre sua trajetória artística, os desafios que enfrentou desde a infância e os bastidores da produção de seu primeiro álbum, que promete revelar um lado pouco conhecido da família Thunberg.
Apesar do sobrenome famoso, Bea deixa claro que quer ser reconhecida pelo próprio trabalho. Entre músicas autorais, posicionamentos sociais e uma personalidade marcante, ela busca conquistar espaço por mérito próprio.
Quem é Beata Monalisa?
Embora muitos conheçam Greta Thunberg, pouca gente ouviu falar de Beata Monalisa. A cantora é três anos mais nova que a ativista e vem construindo uma carreira voltada às artes, passando pela música, dança e outras expressões criativas.
Na entrevista, ela explicou a origem do nome artístico. “Nasci com esse nome. Vem da minha avó Mona e da minha bisavó Lisa”, afirmou. A escolha, portanto, não foi criada para a carreira, mas faz parte de sua identidade desde o nascimento.
Autodidata, Bea contou que dança desde que aprendeu a andar e canta desde os sete anos. A paixão pela música surgiu cedo e permaneceu mesmo diante das dificuldades enfrentadas durante a infância.
Bullying marcou os primeiros anos
Apesar do talento, a cantora revelou que o começo não foi fácil. Segundo ela, apresentar-se nos eventos escolares despertava reações negativas entre colegas, que frequentemente zombavam de seu interesse pela música.
“Eu me apresentava em shows da escola e todo mundo achava que eu era chata”, admitiu. A artista também afirmou que sofreu “bullying de todo mundo“, mas decidiu não abandonar aquilo que mais gostava de fazer.
Hoje, ela enxerga essas experiências como parte da própria formação. A perseverança permitiu que continuasse compondo e aperfeiçoando a voz até chegar ao momento de lançar seu primeiro trabalho profissional.
Álbum de estreia reúne músicas escritas desde a adolescência
O álbum de estreia de Beata Monalisa é descrito como um projeto “pró-queer e antimachista“. Segundo a cantora, o disco começou a ser desenvolvido quando ela tinha apenas 13 anos, período em que escreveu todas as canções.
Enquanto prepara o lançamento, Bea chamou atenção ao interpretar uma nova versão de “Hymne à l’amour”, clássico lançado por Édith Piaf em 1949. A apresentação aumentou a expectativa do público para conhecer o restante do repertório.
Além das composições, a artista também falou sobre os obstáculos que enfrenta dentro da indústria musical. Ela afirmou que, muitas vezes, produtores tentam controlar sua forma de cantar e sua atuação artística.
“Tenho muitos produtores homens heterossexuais que me dizem como cantar. Eles querem sentir que me ensinaram algo. Uma mulher jovem e que fala alto é muito provocativa, especialmente para eles, porque eles querem ter o controle”, declarou.

Diferenças em relação à irmã famosa
As diferenças entre Beata e Greta Thunberg vão além da profissão. Enquanto a ativista costuma manter uma imagem discreta e focada em causas ambientais, Bea compartilha fotos mais ousadas nas redes sociais e aposta em uma estética própria.
Mesmo assim, a cantora afirma que não mede sucesso apenas pela fama. Para ela, reconhecimento está ligado ao sentimento de pertencimento e à relação construída com o público, independentemente do tamanho da audiência.
“Talvez seja um sentimento. Você pode ser mundialmente famosa e não se sentir aceita, ou pode ter uma base de fãs pequena e se sentir muito bem-sucedida”, concluiu a artista, resumindo a filosofia que pretende levar para sua carreira.







