Viajar de avião na classe econômica tornou-se um desafio cada vez maior de paciência e espaço físico com o passar das últimas cinco décadas.
Se nos anos 1970 o espaço médio entre as poltronas (o seat pitch) era de 89 centímetros, atualmente a média da indústria caiu para apenas 76 cm.
No entanto, um novo levantamento revela que algumas companhias ainda resistem à tendência de “espremer” os passageiros para maximizar lucros.
As classes econômicas mais confortáveis
Para quem busca o máximo de conforto sem pagar por cabines premium, o padrão ouro está na Ásia e no Oriente Médio. De acordo com dados da Simple Flying e rankings da Condé Nast Traveler, três companhias lideram o ranking global com 86,4 cm de espaço para as pernas:
- Japan Airlines (Japão): 86,4 cm;
- All Nippon Airways – ANA (Japão): 86,4 cm;
- Emirates (Emirados Árabes): 86,4 cm;
- JetBlue (Estados Unidos): 82 cm.
Japan Airlines e All Nippon Airways (ANA) lideram o ranking, cada uma oferecendo 84,4 cm de espaço para as pernas na classe econômica.
A Emirates iguala as companhias japonesas com 34 polegadas de espaço para as pernas, reforçando sua reputação como uma companhia global focada no conforto. A operadora tem investido há muito tempo em cabines espaçosas e uma experiência econômica premium que se estende para os assentos padrão da econômica.
Entre as empresas norte-americanas, a JetBlue é a exceção positiva, oferecendo 82 cm, o que a coloca à frente de gigantes como Delta, Alaska Airlines e Southwest, que variam entre 80,8 e 81 cm.
Os dados são da Simpleflying e se basearam em rankings da Business Traveller e da Condé Nast Traveler.
Menos espaço
Com cada vez mais pessoas requisitando voos para diversos lugares no mundo, as companhias colocaram mais assentos nas cabines.
Como consequência, o espaço para as pernas diminuiu e passou a ser um diferencial fundamental para viajantes que buscam conforto sem precisar fazer upgrade para cabines premium.


