Uma dúvida comum é “o que é a felicidade?”, mas uma ainda mais universal é “como ser feliz?”. Apesar de não existir uma resposta definitiva, o psiquiatra Enrique Rojas aponta um caminho que, ao longo de sua carreira, se mostrou o mais consistente.
Segundo o jornal El Español, o especialista acredita que não existe um único tipo de felicidade. Ela não é um estado absoluto, mas um equilíbrio imperfeito, dividido entre a felicidade momentânea e a felicidade estrutural.
Ambas dependem de dois fatores centrais: a capacidade de amar e a capacidade de esquecer.
As duas felicidades
Na visão de Rojas, a felicidade momentânea nasce de atos passageiros, como festas, encontros e viagens. Esses momentos geram prazer e bem-estar, mas não são suficientes para sustentar uma vida plenamente satisfatória.
Já a felicidade estrutural surge de um projeto de vida equilibrado, construído a partir do amor, da convivência social e do trabalho.
O amor, segundo ele, não é automático nem garantido, mas resultado de esforço contínuo, seja nas relações afetivas, familiares ou profissionais.
Além do amor, o psiquiatra aponta outros pilares importantes, como a amizade, a cultura e o trabalho com um propósito maior.
O poder de deixar para trás
Outro ponto central é a necessidade do esquecimento. Rojas explica que as memórias estão localizadas entre o córtex pré-frontal (região do cérebro relacionada à atenção e controle) e o hipotálamo (acervo emocional).
Quando lembranças negativas são constantemente estimuladas, podem gerar ciclos de sofrimento emocional nestas regiões.
Por isso, aprender a esquecer não significa negar a realidade, mas evitar que experiências negativas ocupem um espaço central na mente.
Para o psiquiatra, o esquecimento é uma ferramenta de equilíbrio emocional e um dos caminhos mais importantes para uma felicidade possível e sustentável.


