Maior terremoto do mundo pode acontecer a qualquer minuto e acabar com os Estados Unidos

Falha geológica tem movimentos lentos e fluidos subterrâneos que podem mudar previsão de grandes tremores

Estudo revela sinais ocultos em uma das regiões sísmicas mais perigosas do planeta

Estudo revela sinais ocultos em uma das regiões sísmicas mais perigosas do planeta | Reprodução/Youtube

Uma extensa falha geológica no noroeste dos Estados Unidos voltou ao centro das atenções após um novo estudo indicar mudanças inesperadas em seu comportamento. A chamada Zona de Subducção de Cascadia pode esconder sinais de um grande terremoto.

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Pesquisadores da Universidade de Washington analisaram mais de uma década de dados e encontraram evidências de que a região não é tão estável quanto parecia. Isso reacende o alerta para um evento sísmico de grandes proporções no futuro.

Embora a área registre poucos tremores, cientistas agora acreditam que esse silêncio pode esconder uma pressão crescente sob a superfície, capaz de gerar um dos maiores terremotos já registrados.

Falha silenciosa que intriga cientistas

A Zona de Subducção de Cascadia se estende por mais de 965 quilômetros, do Canadá à Califórnia. Nesse trecho, duas placas tectônicas se encontram e acumulam tensão ao longo do tempo, sem liberar energia com frequência.

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Diferente de outras regiões sísmicas, Cascadia apresenta pouca atividade visível. Por isso, especialistas passaram anos acreditando que as placas estariam completamente travadas, acumulando energia de forma contínua.

No entanto, um novo estudo sugere que a realidade pode ser mais complexa. Algumas áreas parecem liberar pressão lentamente, o que pode alterar a forma como um grande terremoto se desenvolveria no futuro.

Sinais ocultos sob o oceano mudam cenário

Os cientistas analisaram dados coletados ao longo de 13 anos por sensores instalados em diferentes pontos da região. Com isso, identificaram comportamentos distintos entre o norte e o centro da falha geológica.

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Enquanto a parte norte parece mais rígida e travada, a região central mostrou sinais de atividade. Foram detectados movimentos lentos e até um terremoto raso, capaz de aliviar parte da pressão acumulada.

Além disso, os pesquisadores observaram pulsos de fluidos circulando por canais subterrâneos. Esse fluxo pode funcionar como uma válvula natural, reduzindo a intensidade de possíveis rupturas maiores.

O que pode acontecer no próximo grande tremor

Segundo os especialistas, grandes terremotos na região ocorrem, em média, a cada 500 anos. O último foi registrado no ano 1700, o que aumenta a atenção para os próximos ciclos sísmicos.

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Estimativas indicam entre 10% e 15% de chance de que toda a falha se rompa nas próximas décadas. Caso isso aconteça, o tremor pode ultrapassar a magnitude 9 e afetar uma vasta área.

O tremor deve ser intenso e gerar grande destruição na regiãoO tremor deve ser intenso e gerar grande destruição na região (Foto: PxHere)

“Ainda é preliminar, mas acreditamos que as trajetórias variáveis dos fluidos em Cascadia irão alterar o comportamento de grandes terremotos na falha”, disse Marine Denolle, coautora do estudo, à CNN.

Agora, os pesquisadores seguem investigando a região com equipamentos submarinos mais avançados. A expectativa é entender melhor como essas dinâmicas invisíveis podem influenciar o próximo grande evento sísmico.