‘Metrô aquático’ poderá ter 32 pontos de parada até a zona leste de São Paulo

Hidrovia terá paradas nas represas Billings e Guarapiranga, além dos rios Tietê e Pinheiros

Ecoportos funcionariam como estruturas de apoio ao sistema hidroviário

Ecoportos funcionariam como estruturas de apoio ao sistema hidroviário | Thiago Neme/Gazeta de S.Paulo

O Plano Hidroviário da cidade de São Paulo prevê a criação de uma rede de ecoportos distribuídos ao longo de rios e represas da capital.

Os pontos funcionariam como locais de parada para embarcações e também como estruturas de apoio logístico para a navegação urbana.

A proposta faz parte do Plano Municipal Hidroviário (PlanHidro SP), elaborado pela Prefeitura de São Paulo, que projeta a utilização de trechos das represas Billings e Guarapiranga, além dos rios Pinheiros e Tietê, para transporte e serviços ligados à gestão ambiental.

De acordo com os mapas da consulta pública do plano, os ecoportos seriam instalados em diferentes regiões da cidade, formando uma rede de apoio ao sistema hidroviário que poderá alcançar até 75 quilômetros de rotas navegáveis.

Os pontos funcionariam como locais de embarque e desembarque, além de estruturas voltadas à coleta e transporte de resíduos flutuantes e à integração com áreas públicas próximas aos rios.

Pontos previstos na represa Billings

Na região da represa Billings, no extremo sul da cidade, os ecoportos previstos incluem áreas próximas a bairros e parques da região. Entre os locais apontados no mapa estão:

  • Pedreira;
  • Prainha;
  • Parque Prainha;
  • Largo São Sebastião;
  • Cantinho do Céu;
  • Parque Cantinho do Céu;
  • Bororé
  • Ilha do Bororé e
  • Parque Barragem.

Essa área já abriga o primeiro sistema hidroviário da cidade, que liga o Parque Linear Cantinho do Céu ao Terminal Mar Paulista.

Pontos previstos na represa Guarapiranga

Na represa Guarapiranga, também na zona sul da capital, o plano aponta locais para implantação de estruturas próximas a clubes náuticos, parques e áreas públicas. Entre os pontos indicados estão:

  • Parque Barragem da Guarapiranga;
  • Parque Praia São Paulo;
  • Náutica Atlética São Paulo;
  • Veleiros do Sul;
  • Parque Praia do Sol;
  • Clube Náutico e
  • Áreas próximas ao Rodoanel Sul.

A proposta prevê a ampliação das atividades hidroviárias nessa represa, com potencial uso para transporte e serviços ambientais.

Pontos previstos no Rio Pinheiros

No Rio Pinheiros, o plano considera a instalação de ecoportos em trechos próximos a estações de transporte e parques urbanos. Entre os locais apontados estão:

  • Jurubatuba;
  • Ponte João Dias;
  • Estação Santo Amaro;
  • Estação Morumbi e
  • Áreas próximas ao Parque Bruno Covas.

A presença desses pontos indica a possibilidade de integração entre o sistema hidroviário e a rede de transporte público existente na cidade.

Pontos previstos no Rio Tietê

O plano também considera a navegação urbana no Rio Tietê, com a instalação de ecoportos em diferentes trechos do rio. Entre os locais indicados aparecem áreas próximas à:

  • Ponte das Bandeiras;
  • Clube de Regatas Tietê;
  • Ponte Cruzeiro do Sul;
  • Ponte do Limão;
  • Parque Novo Mundo;
  • Ponte Vila Maria;
  • Ponte Vila Guilherme;
  • Ponte Aricanduva;
  • Ponte Cidade Universitária;
  • Ponte Atílio Fontana e
  • Ponte Júlio Mesquita Neto.

Em alguns trechos, os pontos ficam próximos a parques urbanos e grandes vias da cidade.

Estrutura de apoio à navegação

Segundo o plano, os ecoportos funcionariam como estruturas de apoio ao sistema hidroviário, permitindo operações de embarque e desembarque, além de atividades ligadas à manutenção das rotas navegáveis.

Esses locais também poderiam servir como pontos de apoio para a retirada de resíduos sólidos das águas, integrando ações de mobilidade e gestão ambiental nos rios da cidade.

O cronograma para implantação das estruturas dependerá da conclusão de estudos técnicos e ambientais previstos no desenvolvimento do plano.