Tarcísio diz que tarifa do metrô e trens de SP deve subir em 2026

Governador afirma que reajuste deve seguir a inflação e diz que decisão será tomada ainda este ano em conjunto com a Prefeitura de São Paulo

Tarcísio de Freitas fez sinalização durante um evento no Palácio dos Bandeirantes nesta quinta

Tarcísio de Freitas fez sinalização durante um evento no Palácio dos Bandeirantes nesta quinta | Pablo Jacob/Governo de São Paulo

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta quinta-feira (18/12) que o governo paulista trabalha com a possibilidade de reajustar, em 2026, as tarifas do metrô e dos trens metropolitanos com base na inflação. A sinalização segue a política adotada nos dois últimos anos, segundo ele.

“É algo que ainda vamos estudar e discutir, mas a diretriz que adotamos nos anos anteriores foi usar a inflação como principal indexador da tarifa, justamente para manter a sustentabilidade do sistema”, afirmou.

Dados do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo IBGE, mostram inflação acumulada de 4,46% nos últimos 12 meses. No acumulado de 2025, o índice soma 3,99%.

 

A declaração foi feita durante um evento no Palácio dos Bandeirantes em que o governador apresentou um balanço da gestão.

Embora tenha ressaltado que a decisão ainda não está fechada, Tarcísio indicou que o aumento é considerado necessário para preservar o equilíbrio financeiro do sistema de transporte, hoje com tarifa de R$ 5,20.

Subsídio bilionário

Mesmo com um eventual reajuste limitado à inflação, o governador destacou que o Estado continuará arcando com um elevado subsídio para garantir o funcionamento da rede metroferroviária.

A estimativa, segundo ele, é de um aporte anual em torno de R$ 5 bilhões às empresas que operam o sistema metropolitano.

“Mesmo repassando a inflação para a tarifa, o subsídio continua alto. Ainda assim, precisaríamos trabalhar com algo próximo de R$ 5 bilhões para manter o transporte”, disse.

O anúncio oficial sobre o reajuste deve ocorrer ainda em 2025 e será discutido em conjunto com a Prefeitura de São Paulo.

De acordo com Tarcísio, a definição precisa ser tomada neste ano para dar previsibilidade ao sistema.

“Estamos em diálogo com a Prefeitura. Nada está decidido, mas essa é uma discussão que precisa acontecer agora”, afirmou.

Impacto nos ônibus da Capital

O prefeito Ricardo Nunes (MDB) já declarou que aguarda a posição do governo estadual para definir o futuro da tarifa dos ônibus municipais.

Na quarta-feira (17/12), ele disse que trabalha com a hipótese de um reajuste limitado à inflação a partir de 1º de janeiro de 2026.

“A gente vai fazer todo o esforço para não ter aumento real. O ideal é manter a tarifa congelada. Se não for possível, que não ultrapasse a inflação”, afirmou Nunes, acrescentando que a decisão dependerá dos estudos técnicos elaborados pela SPTrans.

Segundo o prefeito, os relatórios sobre os custos do sistema de ônibus devem ser encaminhados ao seu gabinete após o dia 20 de dezembro e servirão de base para a decisão final.