Golpe do ‘amor de volta’: Falso pai de santo é preso em São Paulo após extorquir R$ 98 mil de vítima

Polícia prende falso pai de santo e comparsa após extorquir R$ 98 mil de mulher no golpe do amor de volta; saiba como funcionava a extorção

A partir da quebra judicial dos sigilos telefônico e telemático, os investigadores identificaram integrantes do grupo e pessoas que seriam beneficiárias das contas usadas para receber os valores. Foto: Divulgação/Governo de São Paulo

A Polícia Civil de São Paulo prendeu, nesta quarta-feira (7/10), um homem de 30 anos suspeito de atuar como falso “pai de santo” e de extorquir vítimas em uma residência na Vila São Francisco, em Itapevi, na Grande São Paulo.

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Segundo a polícia, uma mulher de 24 anos, que também participaria do esquema, foi detida no centro de Carapicuíba, também na região metropolitana de São Paulo.

As prisões foram realizadas por agentes do 1º Distrito Policial de Carapicuíba, em conjunto com a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), responsável pelas investigações.

Extorsão, investigação e prisão

O suspeito abordava pessoas nas redes sociais afirmando ser “pai de santo”. Após levar a conversa para um aplicativo de mensagens, ele passava a solicitar pagamentos para a compra de materiais destinados a supostos trabalhos espirituais que teriam como objetivo promover uma reconciliação amorosa.

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Entre 20 de março e 4 de abril deste ano, uma vítima do Distrito Federal teria realizado diversas transferências via Pix, que totalizaram aproximadamente R$ 98 mil. Durante as conversas, ela e o filho também teriam sido ameaçados.

A partir da quebra judicial dos sigilos telefônico e telemático, os investigadores identificaram integrantes do grupo e pessoas que seriam beneficiárias das contas usadas para receber os valores. Com as informações reunidas, a Justiça autorizou mandados de prisão temporária e de busca e apreensão contra os investigados.

Os dois suspeitos foram encaminhados ao 1º Distrito Policial de Carapicuíba, onde permaneceram presos à disposição da Justiça. O caso foi registrado como captura de procurado.