A investigação sobre a morte de Oliver Golden Grayson, de 3 anos, teve um novo desdobramento nesta quinta-feira (9/7). A Polícia Civil prendeu preventivamente a mãe da criança, Mayanna Angelina Rodgers, sob suspeita de ter se omitido diante das agressões sofridas pelo filho. O pai do menino, Dandre Jermaine Grayson, já estava preso e confessou o crime.
Oliver permanecia internado desde o último domingo no Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre e teve a morte cerebral confirmada na noite desta quarta feira (8/7). O caso aconteceu em Viamão, no Rio Grande do Sul.
Após autorização da família, os órgãos da criança foram captados para doação.
Prisão ocorreu durante o avanço das investigações
Antes da prisão, a Polícia Civil investigava se Mayanna também era vítima de violência doméstica. A corporação chegou a solicitar uma medida protetiva para a mulher enquanto reunia novos elementos sobre o caso.
Com o avanço das apurações, os investigadores concluíram que havia indícios suficientes para a prisão preventiva por omissão. Os outros quatro filhos do casal, de 1, 5, 7 e 9 anos, foram encaminhados para acolhimento institucional por determinação do Conselho Tutelar.
Pai confessou as agressões
O pai da criança, Dandre Jermaine Grayson, missionário norte-americano de 33 anos, está preso preventivamente desde domingo (5/7).
Em depoimento à Polícia Civil, ele confessou que agrediu o filho com socos e bateu a cabeça do menino contra o chão porque a criança não teria lhe dado “bom dia”.
Segundo a delegada Luana Medeiros, responsável pela investigação, o caso aconteceu na residência da família, no distrito de Águas Claras.
Depois das agressões, o homem entregou a criança à esposa e os dois a levaram para atendimento médico. Ao identificar a gravidade dos ferimentos, a equipe de saúde acionou a Brigada Militar, que realizou a prisão em flagrante.
Histórico de agressões também está sob investigação
A Polícia Civil apura se os outros quatro filhos também sofreram episódios de violência semelhantes.
A família vivia no Brasil havia nove anos e morava em Águas Claras há cerca de seis meses. O pai deverá responder por homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e pela vítima ser menor de 14 anos.
