Campeões de gastos: 3 vereadores de SP esgotam limite de R$ 416 mil da verba de gabinete

Silvinho Leite, Senival Moura e Isac Félix usaram todos os R$ 416.475 que cada parlamentar tiveram direito de cota parlamentar em 2025

Senival Moura, Isac Félix e Silvinho Leite são vereadores em São Paulo/Reprodução/Redes sociais

Os vereadores Silvinho Leite (União Brasil), Senival Moura (PT) e Isac Félix (PL) usaram todos os R$ 416.475 que cada parlamentar tem direito por ano de verba de gabinete na Câmara Municipal de São Paulo. A média é de R$ 34,7 mil mensais.

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Os gastos são legais, e usados para custos de serviços gráficos, correios, assinaturas de jornais, deslocamentos pela cidade e materiais de escritório, entre outras despesas. Chama a atenção, porém, terem usado centavo por centavo do Auxílio-Encargos Gerais de Gabinete, como a verba é oficialmente chamada.

Todos os valores economizados – que nesses três casos foi nenhum – voltam aos cofres públicos no fim do ano.

Depois de Silvinho, Senival e Isac, os vereadores que mais usaram o valor foram João Jorge (MDB) e o presidente da Casa, Ricardo Teixeira (União Brasil).

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Vereadores campeões de gastos

Senival Moura – 416.475
Silvinho – 416.475
Isac Félix – 416.475
João Jorge – 416.346,32
Ricardo Teixeira – 415.811,75

Por outro lado, a vereadora Janaína Paschoal (PL) gastou apenas R$ 53.654,74 durante todo o ano da cota para exercer o seu mandato parlamentar. A maioria dos vereadores usou uma verba entre R$ 250 mil e R$ 390 mil.

Entenda a cota parlamentar

Cada vereador dispôs em 2025, de uma verba anual de até R$ 416.475,00, ou o mesmo que uma média mensal de R$ 34.706,25, destinada ao custeio de serviços gráficos, correios, assinaturas de jornais, deslocamentos pela cidade e materiais de escritório, entre outras despesas.

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Dentro desse limite, as despesas realizadas diretamente pelo vereador são ressarcidas mediante a apresentação de notas fiscais ou documentos equivalentes. A Câmara tem contratos para locação de veículos, correio e reprografia (firmados com base na lei de licitações), que podem ser usados pelos parlamentares.

A soma desses itens administrados centralmente pela Casa com aqueles pagos diretamente pelo gabinete não pode exceder o limite anual fixado por lei para cada vereador.

Os gastos são legais. Caso os vereadores citados na reportagem queiram se manifestar, o espaço segue aberto e esta matéria será atualizada.