Atentado em Pinheiros tem bilhetes com erro que revelaria falsificação contra a esquerda

Em nota, o PCdoB negou qualquer envolvimento com a explosão que não deixou feridos

Panfletos espalhados são assinados por 'Partido Comunista do Brasil - PCB'

Panfletos espalhados são assinados por 'Partido Comunista do Brasil - PCB' | Reprodução/X

Bilhetes atribuídos ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB) encontrados ao lado do atentado a bomba no Terminal Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, na manhã desta quarta-feira (12/3), estão com a sigla errada do partido.

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Na mensagem aparece “P.C.B.”, que se refere ao Partido Comunista Brasileiro.

Em nota, o PCdoB negou qualquer envolvimento com a explosão – que não deixou feridos. Lideranças de esquerda atribuíram a ação a uma “provocação da extrema-direita” para tentar criminalizar a esquerda.

Os panfletos, com uma imagem da foice e do martelo entrelaçados, trazem as frases: “Abaixo os generais golpistas! Morte aos fascistas! Viva o Maoísmo! Viva a Guerra Popular! Viva a Revolução Democrática!”. Na assinatura está “Partido Comunista do Brasil – PCB”.

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O que disse o diretório do PCdoB

“O Diretório Estadual do PCdoB-SP vem a público esclarecer, de forma categórica, que não tem qualquer envolvimento com os artefatos explosivos colocados na estação Pinheiros, tampouco com a carta supostamente assinada por nossa organização”, afirmou o partido em nota enviada à imprensa.

A legenda classificou o ocorrido como “uma grave e irresponsável provocação, cujo objetivo é atacar o partido e confundir a opinião pública”.

A sigla informou também que está “tomando todas as medidas jurídicas cabíveis para apurar as responsabilidades por esse ato criminoso e identificar os verdadeiros autores dessa provocação”.

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Para a vereadora Luna Zarattini (PT-SP), o atentado “em cheiro de provocação da extrema-direita” para confundir a opinião pública.

“Tentam associar a esquerda a um ‘atentado terrorista’ no Terminal Pinheiros com panfletos falsificados e uma narrativa absurda […] Isso tem cheiro de provocação da extrema-direita para criminalizar a esquerda e confundir a opinião pública”, afirmou a parlamentar.