Copa ‘domiciliar’: Moraes libera visita de Flávio a Bolsonaro no dia da estreia do Brasil

Cumprindo pena em casa, ex-presidente receberá familiares neste sábado em encontro restrito a duas horas e sem o uso de celulares no local

Bolsonaro discursando com bandeira ao fundo

No dia da estreia da seleção brasileira na Copa, Bolsonaro a visita da família na hora do almoço - Marcelo Camargo/Agência Brasil

No dia da estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo contra o Marrocos, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu uma autorização especial do Supremo Tribunal Federal (STF).

Continua após a publicidade

O ministro Alexandre de Moraes permitiu que Bolsonaro receba neste sábado (13/6), durante o cumprimento da prisão domiciliar, a visita do senador Flávio Bolsonaro (PL), da nora e das netas.

A autorização vale para o período entre 11h e 13h, horário de almoço, horas antes da primeira partida da seleção no Mundial.

Visita foi autorizada por Moraes

Na decisão, Moraes afirmou que o pedido é compatível com as condições da prisão domiciliar e com a necessidade de manutenção do convívio familiar.

Continua após a publicidade

Segundo o ministro, apesar de o estado de saúde de Bolsonaro exigir cuidados para evitar riscos de contaminação e infecções, a visita não compromete as restrições impostas ao ex-presidente.

“O pedido formulado para autorização de visitas do filho, netas e nora do custodiado revela-se compatível com as finalidades da prisão domiciliar”, escreveu.

Celulares serão proibidos

Moraes também determinou a realização de uma vistoria prévia no local. Além disso, celulares e quaisquer outros aparelhos eletrônicos deverão ser entregues aos agentes responsáveis pela segurança durante todo o período da visita.

Continua após a publicidade

A medida segue o mesmo protocolo adotado em outras autorizações concedidas ao ex-presidente desde o início do cumprimento da prisão domiciliar.

Bolsonaro está em prisão domiciliar

O ministro é o relator da ação que resultou na condenação de Bolsonaro no STF. O ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por participação em uma trama golpista para permanecer no poder após as eleições.

Desde 27 de março, ele cumpre pena em regime domiciliar humanitário por questões médicas. A autorização foi concedida inicialmente pelo prazo de 90 dias.