De Porsche a frotas com 18 caminhões: veículos declarados de candidatos ao TSE ultrapassam R$ 20 milhões

Além de superesportivos alemães e eletrificados, prestações de contas ao TSE incluem aeronave bimotor, motos aquáticas e maquinário pesado de logística rural

Superesportivos de luxo, aviões particulares e frotas de carga pesada compõem bens declarados à Justiça Eleitoral para 2026 / Divulgação/BMW

Candidatos ao Congresso Nacional nas eleições de 2026 registraram no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) frotas particulares que ultrapassam a marca de R$ 20 milhões. As listas reúnem desde modelos esportivos importados até conjuntos com 18 caminhões de carga pesada.

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Os dados constam na base pública do DivulgaCandContas e expõem uma disparidade em relação ao panorama geral do país. Apenas 39,6% dos concorrentes declararam algum veículo automotor à Justiça Eleitoral, com um valor médio registrado de R$ 154 mil por unidade.

Liderança em valores declarados

A candidata a deputada federal Flávia do Maguito (PSDB-GO) registrou a maior soma veicular do pleito, com R$ 6,27 milhões em sua garagem. A quantia integra um patrimônio total de R$ 103,73 milhões declarado formalmente para a disputa deste ano.

O item de maior valor na relação da candidata é um Mercedes-AMG G 63, avaliado em R$ 2,25 milhões, com IPVA anual estimado acima de R$ 80 mil. Sua declaração reúne ainda outro Mercedes-Benz, duas caminhonetes Ram, dois SUVs Range Rover, um Jeep e um Volkswagen.

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Na sequência aparece Alessandro Bronze (PL-AM), candidato a primeiro-suplente de senador com bens totais de R$ 23,44 milhões. Ele declarou R$ 5,6 milhões distribuídos em cinco itens registrados como “veículo automotor”, sendo três deles com cifras superiores a R$ 1 milhão cada.

O empresário Prisco Bezerra (União-CE), suplente ao Senado com patrimônio de R$ 201,35 milhões, ocupa o terceiro lugar em montante veicular. O candidato cadastrou R$ 3,19 milhões divididos entre seis automóveis e uma moto, tendo um exemplar de R$ 1,1 milhão como principal destaque.

Modelos esportivos e eletrificados

Primeiro-suplente ao Senado com bens de R$ 11,43 milhões, Alexandre Baldy (PP-GO) declarou R$ 2,75 milhões em veículos. A relação inclui um Porsche 911 Turbo S de R$ 1,9 milhão e cinco carros da BYD, empresa chinesa na qual atua como vice-presidente sênior no Brasil.

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A garagem do candidato acompanha o ritmo em que os modelos eletrificados ampliam a participação no mercado nacional. Sua lista traz dois sedãs BYD King, o utilitário Song Plus e os modelos Dolphin e Dolphin Mini.

O candidato ao Senado Acir Gurgacz (PDT-RO) somou R$ 2,91 milhões em transporte terrestre dentro de um patrimônio de R$ 14,97 milhões. A frota conta com um Porsche 911 de R$ 1,51 milhão, um híbrido BMW 745 LE, um Denza B5 elétrico, uma BMW M5 de 1995 e um bimotor Beechcraft Duke.

Com o maior patrimônio global do grupo, somando R$ 359,74 milhões, o suplente Odilio Balbinotti (PL-MT) concentrou R$ 3,05 milhões em SUVs de grande porte. A frota informada ao tribunal inclui modelos como Mercedes-AMG GLE 63 S, BMW X5 e Range Rover Velar.

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Veículos utilitários e transporte de carga

Com patrimônio de R$ 9,24 milhões, o candidato a suplente Roberto Franca (PSB-PB) declarou R$ 2,3 milhões em veículos. A lista une um Porsche Cayenne E-Hybrid, dois quadriciclos UTV para trilhas, uma caminhonete Ram, dois modelos Jeep e uma moto aquática.

O recorde em quantidade de unidades pertence a Maurício Buffon (PL-TO), candidato a deputado federal com bens de R$ 48,48 milhões. A presença do produtor rural ocorre no momento em que empresários lideram os registros de candidaturas na Justiça Eleitoral.

A frota de Buffon é voltada à logística agropecuária e soma 24 veículos, composta por 18 caminhões pesados de transporte, utilitários rurais e um jet ski de R$ 95 mil. A declaração de bens é uma exigência legal e os dados estão abertos para consulta pública no portal do TSE.