Dosimetria: Alcolumbre promulga lei que beneficia Bolsonaro

Texto reduz penas do 8 de Janeiro e pode fazer condenação do ex-presidente cair de 27 para 3 anos

Alexandre de Moraes rejeitou o recurso protocolado pela defesa de Jair Bolsonaro

Texto será publicado em edição extra do Diário Oficial ainda nesta sexta-feira | Ton Molina/STF

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, promulgou nesta sexta-feira (8/5) a chamada Lei da Dosimetria, que reduz penas de condenados pelos atos de 8 de Janeiro.

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A medida pode beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro. O texto será publicado em edição extra do Diário Oficial ainda nesta sexta-feira.

A proposta foi aprovada pela Câmara e pelo Senado em novembro de 2025, mas acabou vetada pelo presidente Lula no dia 8 de janeiro deste ano.

Na semana passada, o Congresso Nacional derrubou o veto presidencial. Como Lula não promulgou a lei dentro do prazo constitucional de 48 horas, a atribuição passou ao presidente do Senado.

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“Nos termos da Constituição Federal, compete ao Presidente do Senado Federal promulgar a lei quando o Presidente da República não o faz no prazo constitucional de 48 horas”, informou a Presidência do Senado.

Derrubada do veto

Na ultima quinta-feira (30/4), o Congresso Nacional derrubou o veto presidencial à proposta da dosimetria.

Foram 318 votos favoráveis entre deputados e 49 entre senadores, o que abriu caminho para a redução das penas relacionadas aos atos de 8 de Janeiro.

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Durante a sessão conjunta, Alcolumbre retirou trechos do projeto que poderiam flexibilizar regras de progressão para crimes sem relação com os atos antidemocráticos.

A mudança evitou conflito com a chamada Lei Antifacção, que mantém critérios mais rígidos. Com isso, os parlamentares mantiveram os vetos em dispositivos que poderiam atingir condenações por feminicídio, milícias e crimes hediondos.

As regras atuais seguem determinando o cumprimento de ao menos 70% da pena para progressão de regime nesses casos.

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O que muda para Bolsonaro

Condenado pelo STF a 27 anos e três meses, Bolsonaro poderá ter a pena reduzida para três anos e três meses com a nova legislação.

Atualmente, o ex-presidente cumpre prisão domiciliar temporária. A medida foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, pelo prazo inicial de 90 dias.

A decisão levou em consideração o quadro de saúde do ex-presidente, em recuperação após um diagnóstico de broncopneumonia.