O comando do batalhão de polícia do Exército em Brasília entregou nesta segunda-feira (6/7) à Polícia Federal (PF) seis das oito armas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que estava sob custódia da corporação após decisão do ministro do Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).
Segundo o comando, as outras duas armas de Bolsonaro não foram localizadas. Após a divulgação da nota do Exército, a defesa do ex-presidente afirmou que realizou uma nova verificação no armamento e que a outra arma, uma espingarda, está em uma importadora no Rio Grande do Sul.
Ainda não se sabe o que ocorreu ou onde está localizada a pistola Glock, calibre 9×19 COLOmm Parabellum.
Na manhã desta segunda-feira (6/7), Moraes havia determinado a entrega de oito armas de propriedade do ex-presidente à PF que estão, segundo advogados, com o Exército.
Bolsonaro teve porte de arma revogado
O ministro Alexandre de Moraes autorizou na sexta-feira (3/7) a manutenção da prisão domiciliar humanitária do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Moraes seguiu a decisão da PGR (Procuradoria Geral da República) que não viu falta grave no caso da arma apreendida com um agente que atua na segurança de Bolsonaro.
Apesar de receber sinal positivo para a manutenção da prisão domiciliar, Moraes determinou na mesma decisão a revogação do certificado de CAC (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador) e do registro de porte de arma do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Arma seria levada para conserto, afirmou defesa de Bolsonaro
No dia da apreensão, em 17 de junho deste ano, a defesa de Bolsonaro chegou a afirmar que a arma seria levada para conserto após ser constatado que o acionamento de ferrolho da pistola não estava funcionando.
Ele, então, entregou a arma para o sargento do Exército para verificar o que estava acontecendo, segundo a defesa do ex-mandatário.
O que aconteceu
A pistola foi apreendida durante uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal em Taguatinga. O sargento estava em um veículo oficial da Presidência da República.
Os agentes encontraram a arma no assoalho do carro. Questionado sobre o registro da pistola, o sargento afirmou que o documento estava em sua carteira funcional.
Ao verificá-la, os policiais viram que não havia certificação da arma. Então o militar alegou que a pistola pertencia ao ex-presidente. O sargento foi levado à 21ª Delegacia para prestar esclarecimentos.
