Fim da escala 6×1: relatório prevê jornada de 40 horas sem redução salarial

Primeiras duas horas serão reduzidas até dois meses após a promulgação da PEC

Sob a ótica partidária, o Psol lidera o volume de integrantes na mira, com 12 deputados denunciados. O Partido Liberal (PL) aparece logo em seguida com duas frentes de acusação, enquanto o Avante fecha a lista com um parlamentar sob investigação

Texto será votado na comissão especial da Câmara e pode seguir ao plenário ainda nesta semana

A PEC que prevê o fim da escala 6×1 avançou na Câmara dos Deputados nesta segunda-feira (25/5). O relator da proposta, o deputado Léo Prates, apresentou parecer que reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, sem corte salarial.

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Segundo o texto, a mudança será feita de forma gradual em até 14 meses. As primeiras duas horas serão reduzidas até dois meses após a promulgação da PEC, enquanto as outras duas horas deverão ser cortadas em até 12 meses depois.

A proposta também garante duas folgas semanais remuneradas, preferencialmente aos domingos, encerrando oficialmente a escala 6×1. A nova regra começaria a valer 60 dias após a aprovação da emenda.

PEC ainda precisa passar pela Câmara e Senado

O texto será votado na comissão especial da Câmara e pode seguir ao plenário ainda nesta semana. Para ser aprovada, a proposta precisa do apoio de ao menos 308 deputados e 49 senadores.

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O período de transição foi um dos principais pontos de negociação entre governo e empresários. Representantes do setor produtivo defendem mais tempo para adaptação e alertam para aumento de custos às empresas.

O presidente da Câmara, Hugo Motta, acelerou a tramitação da proposta nos últimos meses.

Texto prevê exceções para profissionais de alta renda

A PEC permite jornadas diferenciadas em casos negociados por acordos coletivos, desde que sejam garantidos dois dias de descanso semanal remunerado.

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Ficam fora das novas regras trabalhadores com ensino superior e salário acima de cerca de R$ 21 mil. Para esse grupo, não haverá limite de jornada nem controle obrigatório de ponto.

O texto também reforça que a redução da carga horária deverá acontecer sem qualquer diminuição salarial.